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Viagem de inverno - Com que roupa eu vou?

Hoje o post aqui do blog será um pouco diferente, não vou falar de alguma viagem em particular, de restaurantes ou de hospedagens.


Dessa vez, a partir da experiência que tive ao viajar para o Canadá, durante o inverno de 2018/2019, decidi (tentar!) dar algumas dicas do que levar na mala para enfrentar o frio intenso entre 5°C e -15°C, com sensação térmica de até -20°C.


Escolhi esse assunto porque tive certa dificuldade em encontrar informações reunidas que tratassem especificamente sobre as roupas apropriadas, onde comprá-las, quais os valores e assim por diante.


Assim, a minha intenção é mostrar que tipo de vestimenta não pode faltar para sua viagem de inverno e que é perfeitamente possível se agasalhar sem gastar tanto dinheiro.


Ah, o glamour vai ter que ser deixado um pouco de lado em prol do bem-estar e da saúde financeira!! Rsrs



De primeira, é bom dizer que frio, na verdade, é um conceito extremamente relativo. O que é frio para mim, pode não ser para você e vice-versa. A tolerância que cada um tem às baixas temperaturas varia demais.


Por isso, não se desespere quando ler em algum site ou ouvir em algum vídeo que o inverno em tal lugar é insuportável, ou que ninguém aguenta fazer passeios externos nesse local em determinado mês do ano. Pode ser que você suporte numa boa e que consiga, sim, fazer vários passeios legais ao ar livre.


Falo por experiência própria!


Sabendo qual é o seu nível de tolerância, o próximo passo é aprender como se vestir em lugares onde o termômetro vai lá embaixo. Já adianto que não é simplesmente colocar um casaco pesado por cima de roupas que costumamos usar aqui no Brasil.


A grande sacada é que seu look seja montado em CAMADAS que possam ser tiradas na medida em que você saia de um ambiente completamente desprotegido e vá para um local fechado e o contrário também.


Vestindo-se em camadas, você garante que não passará frio enquanto caminha na rua, com a neve caindo, e também que não derreterá com o calor enquanto espera o metrô dentro da estação.


Mas o que são essas camadas?


1° camada


A primeira camada é aquela que mantém a temperatura do seu corpo, absorvendo qualquer transpiração e deixando tudo sequinho. É a camada do isolamento.


O ideal é que fique em contato direto com a pele, desconsiderando apenas a roupa íntima. É o que chamam de segunda pele.


Existem diversos modelos, uns mais grossos, outros mais finos, variando conforme a temperatura a ser suportada.


Eu comprei a segunda pele da marca Wed’ze, na loja Decathlon, por R$ 69,99 a parte de cima e o mesmo valor a parte de baixo (em novembro de 2018). A blusa tem uma golinha ajustável ao pescoço que ajuda a bloquear a entrada do vento. Achei um ótimo custo-benefício!



Esses foram os modelos que comprei, ambos freshwarm com proteção térmica e respirabilidade.

2° camada


A segunda camada, por sua vez, tem o papel fundamental de manter o corpo quente. É a camada do aquecimento.


Conforme o seu roteiro de viagem do dia, é possível que um moletom flanelado (daqueles que a gente coloca no friozão aqui no Brasil) cumpra bem a função, desde que usado por cima da segunda pele.




No entanto, se o passeio for outdoor, envolver longas caminhadas ou qualquer atividade que possa provocar suor corporal, é interessante se abrigar com o fleece, que tem um material respirável, preparado para conduzir a transpiração captada da térmica e levá-la para camada exterior.


O fleece também pode ser mais grosso ou mais fino, e é legal que a parte de cima tenha zíper na gola para facilitar o ajuste dependendo do lugar onde estiver.



Para levar na viagem, eu comprei fleece de duas marcas: Nord Outdoor Basic (na Centauro, por R$ 49,99, em dezembro de 2018) e Quechua (na Declathlon, por R$ 69,90, em novembro de 2018).



Da esquerda para a direita: Nord Outdoor Basic e Quechua.

As duas são muito boas. A Nord Outdoor Basic é um pouco mais grossa, por isso deixei para usá-la durante os dias em que fiquei mais tempo na rua exposta ao frio.


Optei por não levar a calça da segunda camada, porque achei que não faria falta e, realmente, não precisei. Costumava colocar a segunda pele e uma calça jeans por cima.


3° camada


Finalmente, a terceira camada é composta pelo casaco e calça impermeáveis e que também cortam o vento, deixando o seu corpo protegido das adversidades do ambiente. É a camada da proteção externa.


É interessante que tenha um bom revestimento interno (enchimento standard, plumas ou penas), gorro e feche até a altura do queixo para afastar a entrada do ar. Recomendável ainda que tenha bolsos para guardar celular, ticket de metrô, touca, luvas e etc.



A calça também deve ser impermeável, principalmente se você for passar por nevascas e praticar esportes de inverno (esqui, patinação no gelo). Existem modelos mais largos e os slim, como os da foto abaixo:



Talvez, de todas as camadas, esta é a que vai te custar mais caro. Os bons casacos, que aguentam mesmo a friaca, não costumam ser muito baratos.


Marcas como The North Face, Columbia e Canada Goose, por exemplo, são especialmente projetadas para o frio extremo e, certamente, não vão te deixar na mão. No Brasil são mais difíceis de encontrar e os preços são altos!


Mas calma! Saiba que tem jaquetas e calças com preços bem mais baixos que também dão conta do recado! Na Decathlon, por exemplo, você encontra opções impermeáveis e corta-vento com valores bem razoáveis. No site da loja, na área de avaliação dos consumidores, alguns casacos estão com notas muito boas, como se pode ver abaixo:



O meu casaco e o do meu marido foram comprados na loja Passeig de Gràcia, localizada no Shopping Paris, em Ciudad Del Este/PY. Aproveitamos para comprá-los durante uma viagem que fizemos para Foz do Iguaçu, em agosto de 2018.


Escolhemos modelos com gorro e pelos nas pontas para evitar que a neve fosse direto nos olhos (e funciona mesmo!).



Para nossa sorte, nesse dia em que fomos às compras, a loja estava em promoção e a cotação do dólar era de R$ 3,36 (pasmem!Rs). Em resumo, pagamos um pouco mais de R$ 120,00 em cada casaco que atendeu muito bem às nossas necessidades!


Outro atributo legal de um bom casaco de inverno é que seja mais compridinho, pois quanto mais cobrir as pernas, mais protegidas elas vão ficar.


Quanto à calça da terceira camada, eu acabei levando uma mais frouxa que encontrei na Decathlon, por R$ 179,90 na promoção (era R$ 229,99 o preço original). Levei mais por precaução, porque acabei usando bem mais a calça jeans por cima da segunda pele.



ACESSÓRIOS


Meias


As meias também devem ser escolhidas com muita atenção para evitar o incômodo “pé gelado”. Eu usei duas: uma de seda, como se fosse uma segunda pele (R$ 49,99 o par, na Decathlon, em novembro de 2018); e, por cima, uma de lã térmica (R$ 49,90, o par, na Decathlon, em novembro de 2018).

Da esquerda para a direita: meia de seda e meia de lã.

Cachecol


Esse adereço também reputo essencial porque mantém o pescoço quentinho. Além disso, ele pode servir para dar aquele diferencial no seu look de todo dia!


Existe uma infinidade de modelos e cores. Para o frio intenso, com neve, os de fleece são os mais indicados. Eu acabei comprando um cachecol de fleece da Wed'ze, na Decathlon, por R$ 24,99, em novembro de 2018.


Uma dica bem legal é o cachecol tipo gola. Na correria, esse modelo é extremamente prático, pois permite que você ajuste até a altura do nariz ou abaixe até o pescoço rapidamente. Vale a pena investir na golinha!


A minha gola, também da Wed'ze, eu comprei por R$ 19,90 na Decathlon, em novembro de 2018.

Da esquerda para a direita: cachecol fleece e gola.

É possível usar os de lã também, desde que a trama seja mais juntinha, bem como os flanelados. Eu já tinha alguns modelos e acabei levando eles também.



Touca


Também na categoria de item imprescindível, a touca é importante para a proteção da cabeça e, a depender do modelo, cobre ainda as orelhas, mantendo-as longe do vento.


Para o inverno rigoroso, o ideal é que sua touca seja revestida de pelos ou de fleece na parte interna. Não se indica aquela touca de lã com muitos buraquinhos, o frio vai passar justamente por eles.


Da esquerda para a direita: touca revestida de fleece e touca revestida de pelos.

Eu já tinha uma touca que era de lã por fora e revestida de fleece por dentro. Comprei mais duas pela internet com o interior de pelos (igual da foto acima), por R$ 39,90, e mais uma com proteção na orelha e uma faixa de pelos na testa, na Decathlon, por R$ 79,90, em novembro de 2018.




Luvas


Manter as mãos aquecidas é primordial e só boas luvas vão te proporcionar isso. Eu usei duas luvas, uma da marca Wed’ze e outra da Quechua, ambas compradas (adivinha?) na Decathlon.


A primeira é bem fininha e com material que possibilita o uso do touch (R$ 39,99 na Decathlon, em novembro de 2018). Foi legal porque não tirou o meu tato para mexer no celular. Assim, quando queria tirar uma foto ou consultar algum mapa, eu não precisava ficar com a mão exposta.


A segunda é mais grossa, melhor revestida, e com material impermeável. Comprei por R$ 49,99 na Decathlon, em novembro de 2018. Coloquei por cima da fininha.



As luvas, assim como as roupas, também podem ser mais grossas ou mais finas, a depender da intensidade do inverno que se enfrentará.


Por falta de opção (tinham pouquíssimas luvas no dia), eu comprei uma meio termo e tenho que dizer que em alguns dias minha mão ficou um pouco gelada. Por isso, ainda que um pouco mais caras, invista em luvas mais grossas, pode fazer bastante diferença!



SAPATOS


O último elemento que faltou falar é o sapato e, de cara, digo que a minha experiência não foi das melhores.


Para o rigoroso frio, convém que o sapato seja emborrachado, com ranhaduras na sola (para não escorregar na neve) e impermeável, evitando que a água entre e esfrie o seu pé.


Os modelos mais recomendados também são revestidos de lã por dentro, como este da foto a seguir:



Em qualquer blog que você leia, vão dizer os sapatos devem ser comprados lá no destino, pois só eles são apropriados para o clima local. Mas, como eu não tinha nenhum sapato que reunisse as condições mínimas necessárias, resolvi arriscar e comprar uma bota, nada bonita, mas que me parecia atender a finalidade. Comprei da marca Quechua na Decatlhon, por R$ 159,99, em novembro de 2018.


Não vou dizer que não funcionou nadinha. Eu usei ela durante toda a viagem e aguentou bem, até o dia em que precisei caminhar bastante na neve mais grossa... não teve jeito, meu pé ficou gelado.



MINHA OPINIÃO


Não acredite em tudo que você lê e ouve sobre se agasalhar no inverno! Lembre-se sempre do que falei sobre tolerância. Cada um tem o seu limite, cada corpo é diferente e reage ao frio e ao calor de uma maneira. Não ignore isso!


Eu dei ouvido a muitas opiniões exageradas e fui viajar morrendo de medo de congelar viva!Rs Quando cheguei lá, percebi que não era “tudo aquilo” e enfrentei o inverno com tranquilidade.


É bom destacar, nesse ponto, que escolhi levar o básico aqui do Brasil (todas essas coisas que listei) para não passar perrengue no exterior. Tinha plena consciência de que poderia ser insuficiente, principalmente por não conhecer ao certo o meu limite em relação à temperatura. Por isso, fui preparada financeiramente para comprar mais coisas lá fora, caso fosse preciso. Ser precavido é sempre muito bom ;)


Outro comentário que eu escutava frequentemente era o de que apenas as grandes marcas seriam capazes de aquecer. É verdade? Para mim, não. Tudo que comprei serviu muito bem, roupas e acessórios (com as observações que fiz no decorrer desse post, claro). E o melhor: nada foi uma fortuna!


Vale reforçar que as nossas calças jeans, aquelas que usamos aqui no Brasil, podem muito bem servir lá fora também, desde que com a segunda pele por baixo. Da mesma forma que a blusa cacharrel, por cima de uma térmica. Tudo depende da intensidade do frio e o quanto você suporta enfrentar.


A loja Decathlon foi essencial nas minhas compras, como você pode ver (#mepatrocinaDecathlon)! Ela é especializada em roupas esportivas e tem uma oferta boa de produtos. Eu fui à loja de Goiânia, mas ouvi dizer que a de São Paulo tem muito mais variedade (fica a dica!).




INFORMAÇÃO EXTRA


Meu último recado diz respeito ao espaço da mala.


Como deu para observar nas fotos, as roupas de inverno são volumosas na sua grande maioria. E como são muitas camadas para compor, além dos acessórios, a mala grande acaba ficando pequena!


Para amenizar esse problema, utilize sacos a vácuo para guardar os adereços da terceira camada e fleeces (que costumam ter mais volume e não amassam). Esses sacos são capazes de reduzir em ATÉ TRÊS VEZES o volume! Uma maravilha!



Os meus sacos à vácuo, da marca Spaceo, foram comprados na loja Leroy Merlin, por R$ 41,90 duas unidades, em dezembro de 2018. Optei pelo saco de 60cm x 90cm, mas tem tamanhos maiores e menores disponíveis.


É legal ter também a bombinha para retirar todo o ar do saco e deixá-lo o mais compacto possível.





E você? Qual foi a sua experiência com o inverno? Tem mais alguma dica para dar? Alguma dúvida? Deixe um comentário e volte sempre!

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