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Viagem ao Japão: roteiro e dicas

Viajamos para o Japão em fevereiro/março desse ano e, nesse post, vou compartilhar com vocês um resumo do nosso roteiro pelo país e dicas sobre transporte, ingressos etc.



Eu confesso que viajar para o Japão era muito mais sonho do meu esposo do que meu - o país não estava muito lá no topo da minha lista de desejos.


Por isso, a escolha de cidades e passeios foi dele e embarquei meio de "telespectadora" nessa viagem. Porém, ao final, já estava encantada com o país! Eu recomendo muito que, quem puder, vá ao Japão, pois é uma experiência incrível! O povo japonês é maravilhoso, a sensação de segurança é única, a limpeza dos lugares e a eficiência dos serviços é inacreditável! Os passeios também são bem diferentes: igrejas cristãs dão lugar a templos budistas e xintoístas; os jardins tem um estilo diferente dos ocidentais e os castelos tem uma arquitetura toda própria. E eu, que nem sou fã de repetir lugares, hoje me pego com vontade de voltar para conhecer ainda mais o Japão!


No final, coloquei mais algumas informações sobre os deslocamentos (inclusive para aproveitar ao máximo seu JR Pass) e outras dicas marotas =D


Dia 01: chegada em Tokyo e passeio pelo bairro de Shibuya (onde aproveitamos para fazer câmbio)


Dia 02: Tokyo Disney Sea


Dia 03: Templo Senso-ji (no bairro de Asakusa) + Odaiba (uma ilha futurista com vário shoppings e parques de diversão indoor).

Templo Senso-Ji e Odaiba


Dia 04: Yoyogi Park/Santuário Meiji + Harajuku + Akihabara (paraíso para compras de eletrônicos e otakus)


Dia 05: Monte Fuji (até a Pagoda Chureito) + Parque de diversões Fuji-Q. Aliás, no Fuji-Q, recomendo fortemente que você vá na Eijanaka, uma montanha-russa de quarta dimensão, cujos assentos giram em torno do próprio eixo. É uma das montanhas-russas mais diferentes e loucas que já fui em toda a vida rsrsrsrs!

Vista do trem, a caminho do Monte Fuji; a escadaria para chegar no mirante que oferece a vista clássica do "Fuji-san" com a Pagoda Chureito; e o Parque de Diversões Fuji-Q .


Dia 06: trem para Takayama + caminhada pela Takayama Old Town


Dia 07: mercado matutino ao longo do Rio Miyagawa. Também dá para fazer um bate e volta até Hida-Furukawa ou esquiar.

A charmosa Takayama


Dia 08: ônibus para Shirakawa-go + subida até o Tenshukaku Observatory e caminhada até a Deai Bridge + ônibus para Kanazawa

Shiragawa-go: patrimônio mundial da UNESCO, com suas casas históricas de telhados inclinados cobertos por palha de arroz


Dia 09: Kanazawa (Mercado Omicho + Castelo de Kanazawa + Jardim Kenroku-en)

Kanazawa


Dia 10: trem para Hiroshima (a ideia era no mesmo dia visitar o Parque Memorial da Paz, mas estava chovendo, então deixamos para o dia seguinte)


Dia 11: Parque Memorial da Paz + Miyajima. A ideia do passeio a Miyajima era ver uma das imagens mais icônicas do Japão: o tori vermelho gigante flutuando sobre o mar. Porém, ele estava em obras, todo encoberto. Então, aproveitamos para andar no teleférico (que tem vistas bem bacanas da baía).

Hiroshima


Dia 12: Trem para Osaka, com uma parada para visita ao Castelo de Himeji (deixamos as malas em lockers na estação de trem). Em Osaka, fica a Universal Studios Japan. Outra atração da cidade é a rua Dotonbori, com seus painéis de neon e inúmeras opções de bares e restaurantes.


Dia 13: Osaka + trem para Kyoto.


Dia 14: Arashiyama (para o mesmo lado, ficam o templo Tenryu-ji, o Okochi Sano, o Gio-ji, Adashino Nenbutsuji e o Daikaku-ji, que queríamos ter visitado, mas começou a chover e esses locais são todos abertos - tivemos que desistir, com muita dor-no-coração, do restante do roteiro do dia)


Dia 15: Nara (Parque Nara, Todai-ji e Jardim Isuien)

Os cervos (que ficam soltos por Nara), o Buda gigante no interior do templo Todai-ji e o Jardim Isuien


Dia 16: Kiyomizu-dera + Kennin-ji + Parque Maruyama + Nanzen-ji + Caminho do Filósofo até o Ginkaku-ji (Pavilhão Prateado)


Kennin-ji e seus jardins estilo zen


Dia 17: Fushimi Inari + Sanjusangen-do + Kinkaku-ji. Depois do Fushimi Inari, iríamos visitar o Castelo de Nijo-jo. Porém, por conta da propagação do coronavírus, o castelo estava fechado e só poderíamos visitar os jardins. Achamos que não valia a pena pagar a entrada só para passear pela área externa e fomos direto para o Sanjusangen-do.

O super instagramado Fushimi Inari: os toris com inscrições estão por toda parte, mas para percorrer todos eles, é preciso subir escadas e mais escadas...


Dia 18: trem para Tokyo + passeio pelo bairro de Shinjuku


Dia 19: mercado Tsukiji + vôo de volta para o Brasil


DESLOCAMENTOS - e as dicas marotas =D

1) tentamos fazer todos os trechos e deslocamentos possíveis usando nosso JR PASS (comprado ainda no Brasil, conforme comentado nesse post aqui). Com ele, conseguimos fazer os trechos Tokyo-Takayama; Kanazawa-Hiroshima; Hiroshima-Himeji; Himeji-Osaka; Osaka-Kyoto e Kyoto-Tokyo, quase todos com shinkansen (trem-bala) - a única exceção foi metade do trecho para Takayama, que foi feito com um trem convencional.


2. ATENÇÃO: o JR Pass não permite que você utilize os shinkansen do tipo "Nozomi" (a diferença do Nozomi para os demais shinkansen é que ele para em menos estações, deixando a viagem mais rápida).


3. Reserva de assentos: os shinkansen normalmente tem uns 3 a 5 vagões "non-reserved", ou seja, destinados à pessoas que não fizeram reserva de assento - esses vagões são sempre informados nas plataformas. A única exceção quanto os assentos foi o trem que parte de Tokyo para Shimo-Yoshida, a caminho do Monte Fuji. Esse trem SÓ tinha vagões reservados e ficamos desesperados porque não conseguíamos marcar nas maquininhas. Depois descobrimos que era só entrar, sentar em qualquer poltrona e, se o dono do assento aparecesse, a gente levantava e procurava outro.


4. O passe também permitiu usar o ônibus hop-on/hop-off em Hiroshima, fazer alguns deslocamentos pela cidade de Kyoto e pegar a balsa de Kyoto para Miyajima (atenção: existe a balsa INCLUSA no JR Pass e a que NÃO é inclusa; observe as placas!). Na verdade, o JR Pass permite que você utilize os meios de transporte administrados pelo grupo JR.


5. Compramos ainda no Brasil os ônibus de Takayama para Shirakawa-go e de Shiragawa-go para Kanazawa. Dá para comprar na hora, mas ficamos com receio de as passagens estarem esgotadas. De fato, na estação de Takayama percebemos que haviam poucas passagens para o mesmo dia e alguns horários estavam esgotados.


COMUNICAÇÃO: Você logo vai perceber que a sinalização no Japão é EXCELENTE e você consegue se deslocar sozinho, sem falar japonês e sem precisar pedir auxílio aos funcionários! Basta ficar atento às placas, sinalizações e anúncios que elas informam absolutamente tudo: em qual plataforma o trem vai parar, qual é essa ou aquela saída da estação, quais vagões são reservados ou não, onde está o elevador, de que lado da escada você deve subir ou descer (o que é muito importante obedecer para organizar o fluxo)! Os anúncios nas estações e dentro dos transportes também estão em japonês E inglês.


PONTUALIDADE: esteja sempre atento aos horários! Os meios de transporte no Japão são realmente MUITO pontuais: se você chegar UM minuto atrasado, vai perder seu trem/metrô/ônibus. O consolo é que, na grande maioria das vezes, vem um outro logo depois. Tome cuidado também para não erra por antecipação e entrar no trem que vai passar ANTES do seu, pois, às vezes, a diferença entre um e outro é de pouquíssimos minutos (tipo 3 ou 4 minutos). Por isso, sempre confira nos painéis da plataforma e dos vagões qual o trem que está parando para não subir no errado.


MALAS: ao contrário dos trens em que viajamos na Europa, os shinkansen não tem aquele armário para malas entre os vagões. Assim, você deve acomodar a bagagem na prateleira acima do assentos ou atrás das últimas poltronas do vagão. IMPORTANTE: nessa prateleira, só cabe mala até o tamanho M (e olhe lá! Não pode ser um M meio fora de medida ou muito cheio de coisas porque a mala pode ficar pra fora e é perigoso cair). Por isso, quanto mais leve você viajar, melhor!


ESCADAS: as estações de trem e metro do Japão tem MUITAS escadas. A boa notícia é que SEMPRE tem ou escada rolante ou elevador ou os dois! Tem elevador, inclusive, da rua para a estação. Porém, você vai ter que procurar as plaquinhas porque nem sempre o elevador está ao lado da escada comum.


DESEMBARQUE: nas estações intermediárias (que não são ponto inicial ou final dos trens), o tempo entre a abertura e o fechamento das portas para embarque e desembarque é CURTO (um dia eu contei e deu 1 minuto!). Por isso, quando estiver próximo da estação, já comece a vestir seu casaco, pegar suas malas e se dirigir para a porta. Não precisa se desesperar: dá sim tempo de você embarcar/desembarcar e sempre tem um funcionário monitorando a entrada e saída de passageiros para evitar acidentes. Porém, fique atento aos anúncios e faça sua parte para não tumultuar a viagem (sua e dos outros!).


Calma, não se assuste! Pode parecer tenso, mas, na verdade, o deslocamento com shinkansen é MARAVILHOSO! Além de velozes, eles são espaçosos e pontuais! Deu tudo certo em TODOS os trechos que viajamos durante a viagem! E, se algo der errado, peça ajuda a um funcionário. Com algumas palavrinhas em inglês, o nome do destino e um pouco de mímica, tudo se resolve. Os japoneses são extremamente prestativos e eles vão tentar de todo jeito te ajudar e resolver seu problema! Eu já falei que eu amo esse povo! Eles são queridos demaaaaaaais!


INGRESSOS: o único ingresso que compramos antecipado foi o do Tokyo Disney Sea. Todos os demais ingressos de templos e castelos foram comprados na hora, sem filas. Porém, é importante lembrar que nos viajamos na baixa temporada e em época do coronavírus. E, não, não fomos inconsequentes: quando embarcamos para o Japão, a doença ainda era algo mais isolado, e NÃO uma pandemia - tanto que as atrações estavam todas abertas e funcionando. Foi no meio da viagem que o mundo começou a descobrir a gravidade da situação e começaram as restrições de viagem, circulação e fechamento de atrações.


Por hoje é isso, pessoal! O que acharam do roteiro?


Se ficou com alguma dúvida, pode perguntar nos comentários!


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