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O QUE FAZER EM LONDRES #1: região de Westminster

Nosso roteiro de um dia pela região, que concentra diversas atrações turísticas e é o centro da Realeza e do governo britânicos


Londres é uma cidade incrível, cheia de atrativos para todos os gostos! Museus, palácios e igrejas dividem a cena com construções modernas e parques bucólicos. As histórias de guerras, reis e comandantes disputam a atenção dos turistas junto com as histórias mágicas e românticas dos musicais da Theatreland. Como conciliar tudo isso em um roteiro?


Foi a pergunta que eu e meu esposo fizemos no início do planejamento da nossa viagem de férias. Então, depois de compradas as passagens aéreas e divididos os dias que ficaríamos em cada cidade, o próximo passo foi escolher quais atrações priorizar em Londres!


E logo o imaginário, alimentado por anos de filmes e séries, foi parar no papel e selecionamos as atrações que não abríamos mão de conhecer: a Trafalgar Square, a vista do Parlamento às margens do Rio Tâmisa, a London Eye, a Catedral de Saint Paul e a Abadia de Westminster, a Tower Bridge, o tour pelos estúdios da Warner Bros onde a saga Harry Potter foi gravada... Eu e meu esposo fomos pensando em tudo aquilo que o destino “Londres” significava para nós!


Feita a lista, mãos à obra para traçar o roteiro do que fazer em cada dia.


Com essa lista + o Google Maps + a noção de que Londres é gigantesca que decidi separar nosso roteiro por regiões. Assim, eu colocava o nome de uma atração no Google Maps e ia vendo o que mais nos interessava e estava por perto.


Nesse “episódio” da “série” #eurotrip2019, compartilho com vocês o roteiro que fizemos pela região de Westminster (City of Westminster), logo no início da sonhada viagem!


Começamos nosso dia na Trafalgar Square, principal praça de Londres e famosoa por sua estátua em granito do Almirante Nelson e seus leões em bronze. A Trafalgar Square está localizada bem no centro da cidade, de onde as distâncias de e para Londres são medidas. Aqui são realizados concertos gratuitos, protestos e as mais diversas comemorações, como o Ano Novo Chinês e o St Patrick’s Day.


Trafalgar Square, com a National Gallery ao fundo.

Bem em frente a essa praça está a National Gallery, que acabamos não visitando. Mas, à título de curiosidade, vale mencionar que o museu é um dos mais importantes da capital, abrigando obras de artistas renomados como Claude Monet, Paul Cézanne, Rembrandt e Van Gogh.


De lá, partimos para o Palácio de Buckingham, passando pela Downing Street. Porém, se você como eu, imaginava que conseguiria ficar frente a frente com o famoso número 10 sinto informá-lo(a) mas... não rola. Olhe na foto abaixo o super esquema de segurança que existe para chegar perto do local, que funciona como residência e escritório do primeiro(a)-ministro(a) da Inglaterra:


Esquema de segurança próximo ao numero 10 da Downing Street: policiais armados, checagem dos veículos que entram e acesso de funcionários com crachá e senha.

Diante desse cenário, partimos para nossa próxima parada, que seria assistir à troca da guarda no Palácio de Buckingham, às 11h. Seguimos pela The Mall, a avenida de asfalto avermelhada, que simula um tapete vermelho. Afinal, por ela passaram procissões importantes, coroações reais e celebrações monárquicas.


Contudo, chegando no Palácio de Buckingham, descobrimos que naquele dia não haveria troca da guarda =( Por isso, aqui já fica a minha dica: sempre confira antes a agenda para não perder viagem.


Assim, seguimos adiante e passamos em frente ao Parlamento. Como contávamos ficar pelo menos umas 2 horas assistindo a troca da guarda, nem cogitamos assistir a uma sessão do Parlamento ou fazer um tour pelo prédio e ficamos só na “visita panorâmica”!


Caminhando ao redor do prédio, tivemos nossa primeira vista do Rio Tâmisa!


Não é filtro: esse céu cinzento nos acompanhou durante a maior parte do tempo na nossa viagem por Londres...

Como tínhamos comprado, pelo site, ingresso antecipado para a Abadia de Westminster (Westminster Abbey) e ele tinha horário marcado de entrada para entre as 13h30min e as 15h30min, decidimos procurar algo para comer e, pesquisando no Google por restaurantes na região, meu esposo achou o Sapori (Horseferry Road, Londres, Reino Unido) uma ótima opção para bolsos rasos e estômagos profundos: dois pratos grandes de massa + 2 refrigerantes por ₤20.


Nossos pratos de massa.

Foi uma ótima escolha! O lugar parece ser frequentado por locais: gente passando pra buscar comida pro almoço, gente encontrando um amigo pra almoçar e colocar o papo em dia... Considerando que a comida estava bem gostosa, o serviço foi ágil e a porção era generosa, achamos que valeu MUITO a pena e recomendamos!


Depois, voltamos para a Abadia de Westminster e, embora faltasse meia hora para o horário informado no ticket, permitiram nossa entrada.


Como mencionado no post-resumo, compramos o ingresso antecipado, pela Internet, e pagamos ₤21 por pessoa, com direito a um audioguia na atração. Você recebe os tickets por e-mail e pode levá-los impressos (como fizemos) ou salvo no seu celular (para ser escaneado). Porém, a fila tanto para entrar no local quanto para comprar tickets na hora estava bem pequena.


E vale o quanto custa? SIM! A Basílica é imponente e repleta de história. Construída em estilo gótico, a Abadia de Westminster é a igreja de coroação dos monarcas desde 1066 e 17 deles estão sepultados no local, além de outras figuras famosas como Isaac Newton, Charles Darwin, William James e Charles Dickens. As cinzas de Stephen Hawking também foram depositadas lá. Outros poetas e escritores são homenageados com memoriais no “Poet`s Corner”, dentre eles C.S Lewis, Jane Austen, Henry James e Oscar Wilde.


Além disso, o local recebeu o casamento da Rainha Elizabeth II com o Príncipe Philip (1947), o funeral da Princesa Diana (1997) e o casamento de seu filho, o princípio Willian (2011) com a Duquesa de Cambridge Catherine Middleton.


Terminada a visita, partimos para a quarta maior roda-gigante do mundo: a London Eye! Com 165 metros de altura, ela também é chamada de Millenium Wheel , pois foi inaugurada em 2000 para celebrar a chegada do novo milênio!


Compramos ingressos antecipados para a London Eye por dois motivos: 1) receio de pegar filas quilométricas; 2) aproveitar o combo com o Madame Tussauds.


Esse ticket que compramos exige que você escolha uma data e horário para dar a volta na roda-gigante e para visitar o Madame Tussauds. Como comentamos no post inaugural da #eurotrip2019, a vantagem desses ingressos antecipados é poupar o tempo que você ficaria na fila para comprar o ingresso na própria atração. A desvantagem é ter que fazer o passeio mesmo que o dia não esteja lá muito bonito, prejudicando a vista da cidade. Além disso, se estiver chovendo ou mesmo chuviscando, as gotículas da cabine vão sair na sua foto (como na que coloquei abaixo).


Ainda sobre nossa experiência na compra de ingressos, faço algumas observações:

1) esse ingresso que compramos não dá direito a nenhuma fila preferencial (“fast track”); caso queira cortar fila, é preciso pagar um adicional (cerca de ₤19, válido para as duas atrações). No dia que visitamos, a atração estava bem tranquila (era uma terça-feira de abril) e não esperamos nem 20 minutos na fila para entrar na cabine da roda-gigante;

2) por algum motivo desconhecido, nossas tentativas de compra não estavam dando certo pelo cartão de crédito e meu esposo optou por pagar via Pay Pal. Funcionou, concluímos a compra, recebemos primeiro o e-mail de confirmação da compra e depois outro, com a data e o horário escolhidos e o link para agendar a vista ao Madame Tussauds. Imprimimos os tickets ainda no Brasil e levamos impressos no dia (escolhemos a opção “E-ticket or print@home”). Porém, você também pode levar salvo no seu celular;

3) você também precisa reservar o dia e horário da entrada no Madame Tussauds. Porém, para essa atração o agendamento é mais flexível, permitindo modificações posteriores.


Como chegamos também nessa atração antes do horário planejado, aproveitamos para ir ao banheiro e assistir ao “London Eye 4D Cinema Experience” (incluso no ingresso), um pequeno filme, em 3D (mas com jatos de água e vento) que transmite as sensações do vôo de uma águia.


Depois, já entramos na fila para a London Eye. A volta completa da roda-gigante dura aproximadamente 30 minutos e o tempo é suficiente para você apreciar a vista e tirar fotos, sem enjoar. Quando estamos lá embaixo, observando, parece excessivamente demorado, mas, quando você está lá dentro, dando a sua voltinha, o tempo passa bem mais rápido.


Vista do alto da London Eye. É uma sensação incrível e uma experiência muito bacana! Mas vejam que o dia não era dos mais bonitos e as gotinhas da chuva da cabine acabam saindo na foto.

Vale quanto custa? Para mim, valeu: eu gostei da vista lá de cima e da sensação provocada pela altura. Além disso, é um passeio confortável: a cabine te protege do vento e tem um banco no meio para descansar enquanto aprecia a vista (obs.: o banco pode ser meio disputado, já que vão em torno de 20 pessoas em cada cabine). Lembrando que o Big Ben está fechado para restauração e só deve reabrir em 2021. Logo, a clássica vista "Rio Tâmisa + Parlamento + Big Ben" fica meio prejudicada.


Depois desse passeio, fomos a pé para a Leicester Square, tentar conseguir ingressos com desconto para um musical no quiosque da TKTS. Nesse local, eles vendem ingressos para o mesmo dia ou para o dia seguinte, com desconto, para alguns dos musicais em exibição. Atenção: NÃO são todos os musicais em exibição que estarão a venda com esses descontos (exemplo de alguns dos que estavam a venda na hora: Wicked, Mamma Mia! e Thriller Live).


No nosso caso, para o mesmo dia não havia nada que nos interessasse muito, mas para o dia seguinte (03/04/2019, às 19h30) havia “Aladdin” – que foi o que compramos. O preço original do ingresso era ₤52,50 e pagamos ₤29,25 cada (lugares: E29 e E30 no Dress Circle. Se quiser ter uma ideia da localização dos lugares, confira aqui).


Ou seja: foi praticamente dois ingressos pelo preço de um! Havia uma opção de ingresso mais cara, mas os assentos eram apenas uma fileira abaixo – logo, na nossa opinião não valia a pena. Por outro lado, havia outra opção mais barata (já em outro setor). Perguntamos se nosso ticket tinha visão total ou parcial (que ocorre quando existe algum obstáculo na frente da sua poltrona ou por conta da própria disposição do teatro) e o atendente confirmou que era visão total. Assim, batemos o martelo e compramos o ingresso intermediário.


Demos uma passeadinha ali na região mesmo, entramos na loja da Lego e voltamos para nossa hospedagem. Estava cedo (por volta das 18h30), mas estávamos cansados e eu estava meio injuriada de tomar garoa o dia todo rsrsrsrs (depois me arrependi de não ter esticado até o Picadilly Circus e conferido o início de noite nessa animada região).


Pegamos um double-deck bus para voltar. Aliás, essa não deixa de ser uma atração: quem nunca sonhou em andar em um ônibus vermelho de dois andares em Londres e entrar numa cabine de telefone vermelha (“telephone booth”)?


A viagem de ônibus foi um pouco mais demorada do que de metrô. Em contrapartida, você vai vendo a paisagem e os ônibus são bem mais vazios e baratos! Para você ter uma ideia, uma viagem de metro custa ₤2,40 (nas zonas 1 e 2, que são mais centrais) enquanto que a viagem de ônibus sai pelo preço fixo de ₤1,90 (preços de abril de 2019). E mais: durante os 6 dias que passamos em Londres, andamos de ônibus e de metrô TODOS os dias e sempre conseguimos ir sentados no ônibus - algumas vezes, lá na primeira fileira do segundo andar! Claro, tem a questão do tempo: dependendo do trecho, a viagem de ônibus demorava quase o dobro da de metrô.


Por isso, aqui vai mais uma dica: baixe o aplicativo Citymapper assim que chegar em Londres! Ele traça rotas e te mostra as várias opções de deslocamento (ônibus, metrô, Uber, a pé), calculando tempo e custo. Além disso, nos trens e metrôs, ele sugere qual vagão está mais vazio (frente, meio ou atrás), qual a melhor saída da estação e qual sentido da linha pegar (no caos de Londres: eastbound, westbound, northbound ou southbound - dependendo da linha)! Olha! Uma salvação. Usamos durante toda a viagem, com a diferença que nas demais cidades (Amsterdam, Bruxelas e Paris) ele não te informa o valor das tarifas. Mas todas as outras funções continuam disponíveis e ele não errou nenhuma vez que precisamos!


Bem, voltando ao roteiro... depois de estar no ônibus, eu lembrei que a British Library estava perto da nossa hospedagem. E como estava cedo... demos uma passadinha lá.


A British Library é a biblioteca nacional do Reino Unido e tem um acervo de 170 milhões de itens – e outros 3 milhões são acrescidos todos os anos. Digo itens porque o lugar abriga, além de livros, manuscritos, mapas, selos, fotos, fotografias e muito mais.


Na “Sir John Ritblat Gallery” estão alguns dos “tesouros” da British Library: a Magna Carta (quando visitamos, ela havia sido removida para restauração, estando expostas algumas outras versões antigas do documento), rascunhos de Leonardo da Vinci e Jane Austen; os originais de composições de Handel e The Beatles e muitas outras preciosidades!


Detalhe: tudo isso de graça! Outro detalhe bacana é o horário de funcionamento: em dias de semana, ela fica aberta das 09h30 até as 20h (mas sempre confira no site o horário para o dia em que pretende visitá-la).


Terminamos o dia com uma janta no pub O’Neils. Como já mencionamos no Insta do @formigasviajantes, ao contrário da concepção que muitos de nós temos, os pubs londrinos também servem comida (em alguns, inclusive, café-da-manhã), além, claro, de uma infinidade de tipos e marcas de cerveja!


E, assim, encerramos nosso primeiro dia de passeios em Londres! Segue abaixo a lista dos nossos gastos do dia:

Lanchinho no Pret A Manger (1 pain au chocolate + 1 sanduíche tipo misto-quente): ₤7,84

Almoço para 2 no Sapori: ₤20

Dois ingressos para o musical “Aladdin”: ₤58,50

Janta para 2 no pub O`Neils: ₤30

Total para duas pessoas: ₤116,34 (ou ₤58,17 por pessoa)

* Nessa conta, não estão inclusos os gastos com transporte público, pois fizemos uma recarga no cartão Oyster no dia anterior e fomos utilizando conforme pegávamos transporte público. Porém, nesse dia, o deslocamento se resumiu a uma viagem de metro (ida) e uma viagem de ônibus (volta), que custaram ₤4,30 por pessoa.

**Pret-A-Manger é uma rede da qual viramos clientes (e fãs) durante nossa viagem em Londres. As lojas vendem sanduíches (quentes e frios), sopas, saladas, bebidas (quentes e frias), brownies, cookies, e muito mais. É excelente para um lanche ou uma refeição rápida e econômica. Existem aos montes em Londres e a comida é muito gostosa (ao menos, nenhuma nos desapontou)!


O que você achou do nosso roteiro? Quais suas dicas para a região de Westminster? Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários!


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