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Miami em 4 dias (parte 1): compras, praias e passeios

Atualizado: Mar 29


South Beach - Miami Beach

No ano de 2019, decidimos ir para a costa oeste dos Estados Unidos, com o objetivo de fazer uma viagem de carro entre São Francisco a Los Angeles, pela famosa Highway 1, estrada que segue à beira do oceano pacífico, revelando praias e cenários cinematográficos durante o percurso.


Como sairíamos de Brasília, as únicas opções que teríamos para viajar diretamente para os Estados Unidos, sem fazer escala no Brasil, seriam os voos para Miami e Orlando, operados pelas companhias American Airlines e Gol.


Assim, decidimos replanejar a viagem e fazer um stopover, incluindo Miami na rota (sendo 4 dias na ida e 2 dias na volta).


Esse post se restringirá à nossa experiência na cidade de Miami, mas também falaremos sobre São Francisco e Los Angeles nas próximas semanas. Se você quiser saber mais sobre toda a nossa viagem, assista ao vídeo abaixo:





Observação pré-viagem - parece óbvio, mas é bom lembrar: antes de viajar, marque todos os seus pontos de interesse (lojas, passeios e restaurantes) no Google Maps, pois fica muito mais fácil lembrar deles durante a viagem, bem como saber a exata localização de cada ponto. Adicionalmente, se você não for adquirir um plano de internet móvel durante sua viagem, lembre-se de fazer o download do mapa da cidade no mesmo aplicativo para poder visualizá-lo offline.



1. Voo da American Airlines


Primeiramente, em relação ao aeroporto de Brasília, destaco que a ala de embarque internacional ainda não passou por reforma e é bem antiga, provavelmente em razão do pouco número de voos internacionais diretos que partem daqui - até o final de 2019 serão apenas 9 destinos no total). Você encontrará uma Dufry lá dentro, mas ela é bem menor que aquela existente nos terminais de embarque doméstico.



Imigração

Dufry Duty Free - Embarque Internacional - Aeroporto de Brasília


Como dito acima, transformamos nossa viagem em uma multidestinos e escolhemos a American Airlines para viajar até Miami. O voo de ida saiu às 7h da manhã e chegou em Miami às 13h40, horário local (que é uma hora a menos que o de Brasília).


Embora confortáveis, as poltronas deixaram muito a desejar no quesito espaço lateral. Por conta do tamanho da aeronave, as poltronas ficam muito próximas umas das outras e isso é um fator que pode ser importante para algumas pessoas, principalmente para um voo com 7h40min de duração.


Destaco também que a aeronave somente disponibiliza tomadas e entradas USB para carregamento de smartphones nos primeiros assentos depois da classe executiva, que são um pouco mais espaçosos e possuem uma taxa extra para serem escolhidos.


Tivemos a sorte de, ao fazer o check-in, sermos reacomodados para um desses assentos gratuitamente no voo de ida, mas, sinceramente, não achei que valeria a pena ter pago o valor adicional por ele.




Outro ponto negativo do avião se refere ao entretenimento à bordo, considerando que não havia telas individuais nas poltronas e os filmes eram exibidos em telas espalhadas pelos corredores da aeronave. Ressalto que a comissária de bordo até recomendou que os passageiros fizessem o download do aplicativo de entretenimento da American Airlines para usá-lo durante o voo, mas no meu caso ele não funcionou (o aparelho estava conectado à rede Wi-fi da aeronave).


Ah, e mais uma observação: um único filme, Homens de Preto, foi exibido três vezes consecutivas no voo. Será que não tinha como colocarem filmes diferentes, pelo menos?


No mais, o voo incluía gratuitamente duas bagagens despachadas por pessoa e duas refeições (café da manhã + lanche). O café da manhã foi servido após a decolagem e o lanche próximo das 10h. Depois disso, não ofereceram mais refeições, então chegamos em Miami com um pouco de fome.


Café da Manhã - American Airlines

Café da Manhã

Lanche

Em resumo, o avião bem que poderia ser melhor, mas, ainda assim, as bagagens gratuitas, os lanches e o simples fato de se evitar uma conexão doméstica, na minha opinião, compensam todos os pontos negativos acima ressaltados.


A última observação que tenho a fazer em relação ao voo é que o nosso embarque ocorreu no dia 01/09/2019, ou seja, na véspera da possível chegada do furacão Dorian à Miami (o que acabou não acontecendo). No momento do embarque, Miami ainda estava na rota do furacão e, mesmo assim, o voo não foi cancelado, diferente do que aconteceu com os voos da GOL para Miami e Orlando (os passageiros tiveram de escolher voos em outras datas). De qualquer forma, pra quem preferiu alterar as datas da viagem, ou mesmo cancelar o voo, a American Airlines ofereceu tais opções sem custo.



2. Hospedagem


Após comprar as passagens, fomos logo procurar hotéis na cidade de Miami Beach. Sim, na cidade de Miami Beach, que não se confunde com Miami. Se você não sabia, assim como nós, Miami e Miami Beach são cidades diferentes, embora próximas uma da outra, ambas localizadas dentro do Condado de Miami (Miami Dade).


Miami Beach é uma cidade mais turística, toda limpinha e colorida, cheia de palmeiras. As pessoas costumam falar bem de Miami, mas mesmo assim minhas expectativas foram superadas quando chegamos lá: a cidade é mesmo fantástica.


Se você for a Miami e quiser se hospedar em Miami Beach, saiba que ela é dividida em South Beach, Middle Beach e North Beach, sendo que as principais atrações ficam em South Beach, a exemplo da Ocean Drive, a Lincoln Road, a casa de Gianni Versace, o South Pointe Park, entre outras.


Levando isso em consideração, bem como o valor das diárias, encontramos o Hotel The Julia, localizado na Collins Avenue (uma antes da Ocean Drive), entre as ruas 4th e a 5h.


Hotel The Julia - South Beach

A localização do hotel realmente é privilegiada, fica a poucas quadras da praia, de farmácias e redes de mercado CVS e Wallgreens, da Ocean Drive e também do Shopping Fifth And Alton, onde estão lojas muito interessantes como BestBuy, T. J. Maxx, Ross Dress for Less, Publix, Target, etc. O South Pointe Park também não é longe, de forma que você poderá ir a todos esses lugares à pé.


O Hotel oferece café da manhã incluso na diária, que é simples, mas muito bom para os padrões americanos, com suco integral, croissants e pães au chocolat. Você poderá contar ainda com uma máquina de café e chocolate quente da Starbucks, que fica disponível 24h para os hóspedes, bem como água natural, tudo gratuitamente e à vontade.


Além disso, no final da tarde o Hotel oferece aos hóspedes, diariamente, queijos e vinhos (também sem custo).


Mesmo com tudo isso, a diária não costuma ser tão cara (cerca de R$ 300 na baixa temporada). Contudo, vale ressaltar que eles ainda cobram U$ 21 dólares de taxa de resort por dia de hospedagem, que deve ser paga no Check-in, somente com cartão de crédito, o que elevaria mais R$ 100 reais o valor da diária, com o dólar acima de R$ 4.


Outro ponto negativo é que o hotel não oferece estacionamento, apenas Valet (com o custo diário de U$ 30, que totaliza hoje cerca de R$ 120 por dia). E o preço não está errado não! Caso você alugue um carro em Miami, saiba que terá de desembolsar bastante dinheiro com estacionamento. Se preferir estacionar na rua do hotel, o valor cobrado por hora é de U$ 4 (aproximadamente R$ 16).


Estacionar o nosso lindo carrinho lá não foi uma tarefa fácil, nem barata. Se bem que esse não era o nosso carro... hahaha

Mas esse era! xD

No que se refere aos quartos do hotel The Julia, não tenho nada a reclamar. Os quartos são modernos, com várias tomadas e entradas USB para carregamento de câmeras e telefones, bem como banheiros com chuveiros (ao invés das tradicionais banheiras norte americanas).


Outro detalhe é que Miami é MUITO quente na época em que fomos (setembro), mas o ar condicionado funcionou muito bem em todos os dias que ficamos por lá. No stopover da volta tivemos problema com o ar condicionado do quarto, mas reclamamos e logo fomos reacomodados em outro quarto.


Quarto do Hotel The Julia

Hall de entrada e local em que o café da manhã era servido

Máquina da Starbucks que funciona 24h, gratuita e à vontade!

Só gostaria de ressaltar que praticamente todos os hoteis de Miami Beach cobram taxas de Resort, mesmo não sendo um, e também que quase todos os hoteis que possuem estacionamento cobram um valor caro para a sua utilização.


Então fica a pergunta: vale a pena alugar um carro em Miami? Ou é possível se hospedar em um hotel bem localizado e utilizar Uber e/ou transporte público?



3. Alugar um carro ou utilizar Uber e/ou transporte público?


Acho que a resposta depende. Depende do que você vai fazer em Miami. Se você quer curtir a praia e passear mais por Miami Beach, talvez seja melhor não alugar um carro, considerando que nada lá é muito longe, bem como que existe um ônibus que liga o aeroporto a South Beach, e vice-versa, por uma tarifa de apenas U$ 2,20 por trecho.


Contudo, se você deseja conhecer os Outlets Sawgrass Mills e Dolphin Mall, prepare-se porque não há transporte público fácil de pegar para ir até eles a partir de Miami Beach. Você terá que pegar um Uber ou um Shuttle que não devem sair muito em conta. O Uber do Hotel The Julia para o Sawgrass Mills, por exemplo, estava cobrando cerca de U$ 50 por trecho (a ida e a volta totalizariam mais de R$ 400!). A julgar por esse preço, parece que você fará uma viagem de 2 horas por trecho, mas na verdade o percurso leva em torno de 40 minutos.


Assim, é fácil ver que o Uber nos Estados Unidos pratica um valor nominal até parecido com o Brasil, mas ao invés de cobrar em reais, ele cobra em dólares, e aí é que o bicho pega! Assim, um trecho curto, que no Brasil custaria R$ 7, por exemplo, lá também custará por volta de 7, mas U$ 7.


Alugamos um conversível em Miami Beach por cerca de R$ 200,00/dia. Considerando que o estacionamento dos Outlets é gratuito, vale a pena alugar o carro para ir até eles. Você pagará talvez mais uns U$ 20 de pedágios e combustível, dependendo do percurso realizado.



4. Compras


Miami tem a fama de ser um destino para compras, mas realmente vale a pena ir até lá para comprar? Durante nosso passeio, vimos que algumas coisas realmente podem ser mais baratas lá, mas outras nem tanto.


Por exemplo, se você entrar em uma loja da Nike em Miami, verá que no geral os produtos não serão tão baratos assim. Aliás, tem coisas que, pasmem, são até mais caras lá (uma camiseta de time de futebol custa U$ 90, o equivalente a R$ 360,00. Aqui no Brasil, elas são vendidas em Shoppings por R$ 279). As lojas podem ter um setor de liquidação com alguns produtos mais baratos, mas no geral não valeria tanto a pena viajar até lá para comprar em lojas das próprias marcas.


A diferença é que lá existem algumas lojas que trabalham somente com produtos de liquidação, o que garante descontos incríveis por produtos originais de várias marcas conhecidas. São lojas como a Ross Dress for Less, a T. J. Maxx, a Marshalls, a Burlington, e também as lojas com a expressão "Outlet" ou "Factory Store" em seu nome, que estão espalhadas pela cidade e também estão presentes nos Outlets. Nelas, as roupas são separados por sexo, tipo e tamanho.


Fonte: rodei.com.br

Fonte: rodei.com.br

Pela minha experiência nessas lojas, encontrei produtos com valores até 60% menores aos que encontraria no Brasil (menos que a metade do preço). Assim, se você deseja fazer muitas compras, os descontos vão valer a pena!


Ah, nos Outlets você poderá conseguir descontos maiores nos produtos por meio de cupons de desconto (do próprio site dos Outlets ou retirados/adquiridos lá mesmo, nos centros de atendimento). Os descontos dos cupons variam, mas há vários do tipo "se gastar U$ 60 ou mais, receberá um desconto de U$ 20", e nesse caso o valor total da compra abaixará U$ 20.



4.1 Outlets

a) Sawgrass Mills



O Sawgrass Mills é um dos maiores Outlets da Flórida e também dos Estados Unidos. Lá estão reunidas mais de 350 lojas, como aquelas citadas acima, além de restaurantes e cinemas. Veja aqui um mapa deste Outlet:



Aqui vai uma lista exemplificativa de algumas lojas que você encontrará lá: Burlington Coat Factory, Marshalls, Forever XXI, Off 5th, Bed Bath & Beyond, Adidas, Aéropostale, Giogio Armani, Asics, Banana Republic Factory Store, Bloomingdale's, Burberry, Calvin Klein, Converse, Crocs, Diesel, DKNY, GAP Outlet, Gucci, Guess Factory Store, Lacoste, Levi's, Michael Kors, Michael Kors Outlet, Nine West Outlet, Nike Factory Store, Ralph Lauren Factory Store, Puma, Prada, Reebok, Samsonite Factory Store, Swarovski, Timberland, Tommy Hilfiger, Ugg, Versace, entre outras.


As lojas de liquidação (Ross, Marshalls, T. J. Maxx., etc.) e as que possuem a expressão "Outlet" ou "Factory Store" ao lado de seu nome são as que oferecem produtos com maiores descontos.


O tempo estimado para chegar até o Sawgrass, partindo de Downtown Miami é de 30 minutos. Se você sair de Miami Beach, leverá cerca de 40 minutos a 1 hora para chegar lá. Você poderá pegar um Shuttle até o Shopping (custa cerca de U$ 20 ida e volta por pessoa), pegar um Uber (cerca de U$ 100 ida e volta para um carro com até 4 pessoas - mas cuidado que vai faltar espaço para as malas de compras no caso de lotação máxima, hein!) ou alugar um carro. Neste último caso, você terá que pagar pedágio na estrada, o qual será cobrado diretamente no seu cartão de crédito (Sunpass); mas, pelo menos, o estacionamento é gratuito.


É bom destacar também que, em razão do tamanho do complexo, você precisará de um dia inteiro para ele. Outra coisa, se estiverem em mais de uma pessoa e decidirem se separar, provavelmente vocês terão dificuldades para se reencontrarem. Embora haja Wi-Fi gratuito disponível no Shopping, não é em todo lugar que ele funciona bem, motivo pelo qual é interessante que todos estejam com internet móvel para facilitar a comunicação.



b) Dolphin Mall



O Dolphin Mall não é tão grande quanto com Sawgrass Mills, mas mesmo assim reúne cerca de 250 lojas, o que é uma quantia bem considerável.


Além disso, ele fica próximo do Aeroporto de Miami, ou seja um pouco mais próximo de Downtown Miami e Miami Beach também. Bom para quem faz uma conexão em Miami e deseja fazer algumas compras antes de pegar o voo para o próximo destino.


Pra quem gosta de música, destaco que ele é o único Outlet de Miami que tem uma loja de instrumentos musicais (Sam Ash).



4.3 Shoppings


Infelizmente, não conseguimos conhecer muitos shoppings em Miami, apenas o Fifth and Alton, que ficava perto do nosso Hotel (e que não era bem um Shoppping, mas sim um prédio no qual estão reunidas algumas lojas grandes), e o Bayside Marketplace, que é um shopping ao ar livre e fica ao lado da marina (muito legal!).

Bayside Marketplace

No Bayside encontramos esse restaurante maravilhoso, que tinha...

Suco natural de laranja, pizza e PIZZA DOCE (o que não é muito comum fora do Brasil)!

Ouvimos falar muito bem do Aventura Mall e do Bal Harbour, mas eles ficam mais ao norte de Miami Beach e acabamos não tendo muito tempo para conhecê-los.


Bom, por enquanto é isso. Aguarde que continuaremos a falar sobre as prais e os pontos turísticos mais visitados de Miami no próximo post, que estará no ar em algumas semanas.




Equipamentos de foto e vídeo utilizados nessa viagem:

- Câmera Panasonic G7 + 18mm-32mm 2.8;

- GoPro Hero 7 Black

- Samsung Galaxy S9

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