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O que fazer em Amsterdam #3

Um dia perambulando pelas 9straatjes e visitando a casa de Anne Frank


Desde o início do planejamento da nossa #eurotrip2019, eu queria separar um momento apenas para perambular pelas ruas e pelos típicos canais de Amsterdam. Por isso, reservamos nosso último dia na cidade apenas para visitar a Casa de Anne Frank e passar o restante do tempo caminhando pela cidade!


Começamos o dia tomando café-da-manhã no Vlaamsch Broodhuys (Haarlemmerstraat 108), pois os relatos eram de que suas pastas de chocolate eram incríveis! Assim, pedimos um “Small Breakfast”: duas fatias de torrada, manteiga, um ovo fervido, geleias e as pastas. Você não escolhe o sabor das pastas e da geleia: pelo que reparei das outras mesas, eles vão trazendo aleatoriamente. Bem, também não cheguei de “negociar“ para ver se elas trocavam os sabores e, tipo, não há muito o que fazer quando se quer provar todos os sabores da loja... Hehehehe.


No nosso caso, veio geleia de frutas do bosque, pasta de avelã e de chocolate branco. Embora eu preferisse chocolate meio amargo ou ao leite, devo admitir que a pasta de chocolate branco estava MUITO gostosa: nada de chocolate hidrogenado e a sensação era realmente de estar comendo o chocolate branco em outra textura! A geleia de frutas e a pasta de avelã também são espetaculares! Pra acompanhar tudo isso, pedimos cappuccino – igualmente aprovado.


Resumo da conta: €20 pagos com a felicidade que comida gostosa no inicío do dia proporciona! Importante: SÓ aceitam CARTÕES!


De lá, o plano seria perambular pelas 9 Straatjes, um conjunto de 9 ruazinhas que cortam os canais principais de Amsterdam: Keizersgracht, Herengracht e Prinsengracht. A graça do passeio são justamente as construções típicas e o comércio local, dos mais variados setores. Shoppings, lojas de grife internacional e escritórios modernosos passam longe e o lugar é dominado por lojinhas de itens para bicicleta, boutiques locais e cafés!


Em tese, a ordem do nosso passeio era:

- Reestraat

- Hartenstraat

- Gashuismolensteeg

- Oude Spiegelstraat

* visita ao Begijnhof

- Wolvenstraat

- Berenstraat

* visita ao Museu Casa-Barco (Houseboat Museum)

- Runstraat

- Huidenstraatt

- Wijde Heisteeg


Essa ordem foi planejada com base na localização do Beginhof e do Museu Casa-Barco, duas atrações que eu queria conhecer.


Na prática, a gente colocava a rua (straat) no Google Maps. Mas aí via uma coisa interessante no caminho, ou uma rua que parecia mais bonitinha, ou uma loja com fachada legal e aí desviava do caminho, entrava em outra rua...


Assim, o que posso dizer é que no final das contas, passeamos por quase todas essas ruas, mas não lembro a sequência delas! Mas entre uma straatje e outra passamos por:


- The Houseboat Museum (Prinsengracht 296): se você não está hospedado em uma casa barco, nem conhece ninguém que more em uma e possa te convidar para uma visitinha, eis a chance de conhecer por dentro essa peculiar forma de moradia! Trata-se de um barco que já funcionou como moradia mesmo (entre 1960 e 1980), mas que foi transformado em museu, em 1997, justamente para que os turistas pudessem ter uma ideia de como se vive em uma casa barco. É possível visitar quase todos os cômodos (apenas o banheiro e a parte da popa estão isolados), decorados com móveis antigos (além de outros itens e produtos muito bem conservados).


“Teto” e entrada (à esquerda) do Museu Casa Barco

O interior do Museu Casa Barco: sala, quarto, banheiro, recepção (onde são vendidos os ingressos) e detalhes da decoração antiga.


Também existe uma tela projetando um filme (legendas em inglês) que mostra como são construídas as casas-barco, informações sobre esse tipo de moradia, bem como fotos de outras casas-barco - são mais de 3 mil em Amsterdam, dos mais variados tamanhos, níveis de requinte e, claro, preços.

O ingresso da Houseboat Museum custa €4,50 e, na nossa opinião, vale muito a pena! A visita é curiosa e informativa e enriquece sua passagem por Amsterdam!


- Beginhof (Nieuwezijds Voorburgwal 373): O termo significa “beguinaria” e designa o local, datado do século XIV, onde viviam as freiras beguinas (uma espécie de ordem). A fé católica foi banida da Holanda dois séculos depois, mas esse pátio interno e suas casinhas sobreviveram, graças ao fato de serem propriedades privadas. No local também existe a Houten Huys (que significa “casa de madeira”), construída em 1528 e uma das poucas residências de madeira que existem hoje em Amsterdam. O material já foi dominante na construção de moradias, mas foi substituído por tijolo para minimizar os riscos em caso de incêndio – processo semelhante aconteceu em Londres depois do grande incêndio de 1666. O local é bem pequeno e, mesmo se incluída a visita à pequena capela, toma pouco tempo – já que apenas uma parte dessa “vila” é aberta para os turistas (o restante é isolado por cancelas que restringem a circulação aos moradores). Por isso, mesmo não sendo uma atração “indispensável” (na nossa humilde opinião), o Beginhof se encaixa perfeitamente em uma andança pela região (relativamente próxima a Praça Dam, ao Madame Tussauds e ao Ripley’s Believe it or Not).



Deliciosas panquecas te esperam "upstairs" xD

Nosso almoço foi na Pannenkoekenhuis Upstairs (Grimburgwal 2), um lugar especializado em panquecas típicas da Holanda que fica, literalmente, subindo as escadas, no segundo andar de um prédio de 1539. Cuidado para não passar reto: da rua, tudo o que se vê é uma portinha preta com o nome e o simpático desenho de um senhor servindo uma torre de panquecas. A porta se abre e o que você vê são as íngremes escadas que levam ao mini-restaurante, decorado com chaleiras, bules, xícaras e retratos da família real holandesa.


O lugar é bem apertadinho (compartilhamos nossa mesa com um outro casal de turistas), mas o atendimento é muito cordial e a panqueca é realmente deliciosa, bem diferente das panquecas a que estamos acostumados no Brasil: massa fininha, servida aberta no prato, com o recheio por cima. Pedimos uma salgada e uma doce.


O Pannenkoekenhuis Upstairs só abre para almoço e tem fila de espera (afinal, são apenas 4 mesas – segundo eles, é o menor restaurante da Europa). Chegamos alguns minutos antes de abrir (meio-dia) e já tinha mais 3 pessoas esperando para comer no lugar! A boa notícia é que o local aceita reservas! Horário de funcionamento: de segunda a sábado: do meio-dia às 18h; domingo: do meio-dia às 16h.


Decoração fofa e comida gostosa no Pannenkoekenhuis Upstairs.


De lá, seguimos passeando pelas ruazinhas de Amsterdam até dar o horário da visita a Casa de Anne Frank.

Foto #no filter e sem edições! Fomos abençoados com um lindo dia de sol e tempo firme.

Deu tempo de meu esposo passar em algumas lojas de jogos, de voltarmos ao Winkel 43 para uma torta e um chá no meio da tarde, passar em um mercado Albert Heijn para comprar pacotes e mais pacotes de stroopwaffles e dar uma passada no hotel para deixar as compras.


Fomos andando para a Casa de Anne Frank e ainda chegamos antes do horário – aproveitamos para sentar na beira do canal e relaxar até dar nosso horário de entrar na atração - que, aliás, é imperdível (conto mais detalhes da visita e dicas para a compra de ingresso nesse post).


Saindo do museu, já por volta das 19h30, fomos andando até o Foodhallen (Bellamyplein 51), uma praça de alimentação bem cosmopolita e animada, inaugurada em 2014 na galeria De Hallen Amsterdam. O lugar serve de hambúrguer a tapas; de bolinhos vietnamitas a cachorro-quente gourmet; de sanduíche de entrecôte a massas chinesas, pizzas e pita. Um show de variedade e sabor, em uma atmosfera super descontraída (há mesas coletivas e individuais). Um bar no centro vende bebidas variadas.


Atenção: alguns estandes só aceitam cartão e outros só aceitam dinheiro. Sugiro ir prevenido com os dois para não passar vontade! Horário de funcionamento: de domingo a quinta, das 11h às 23h30; sexta e sábado: das 11h à 01h da madruga.



Meu esposo comeu hambúrguer com fritas; eu peguei uma porção de bolinhos vietnamitas e um cachorro-quente gourmet. Super aprovados!


De lá voltamos a pé para nosso Hotel. Confesso que, no início, estava bem receosa com a segurança – afinal, já eram mais de 22h!!!! Contudo, apesar de meio desertas, as ruas estavam bem iluminadas e não nos sentimos ameaçados em nenhum momento! Acabou sendo um dos momentos mais gostosos de nossa passagem por Amsterdam: caminhar no friozinho, por ruas tranquilas de uma cidade charmosa. Foi uma maneira inesquecível de nos despedirmos de Amsterdam!!!


Segue a lista dos gastos do dia (preços de abril/2019)

- Café da manhã no Vlaamsch Broodhuys: €19,30

- 2 entradas no Museu Casa Barco: € 9

- Almoço no Pannenkoekenhuis Upstairs: €23,25

- Compras (sorvete, mercado, tinta para jogos etc): €59,45

- Lanche no Winkel 43 (1 torta de maça, 1 chá e 1 cappuccino): €10

- Janta no Foodhallen: €29,50

TOTAL para DUAS pessoas: €150,50


O que você achou do nosso roteiro? Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários!


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