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O que fazer em Amsterdam #1

Um roteiro por Vondelpark, Museu Van Gogh, Albert Cuyp Market e Zaanse Schans



Apesar do frio de 8°C, decidimos começar nosso primeiro dia em Amsterdam pelo Vondelpark. Para isso, lá pelas 08h30, pegamos um tram próximo ao nosso Hotel (o Il Fiore, no bairro Jordaan).

O tram é uma versão mais moderna dos bondinhos e circula por trilhos próprios, com diversas linhas e paradas. Todo o nosso deslocamento dentro da região mais central de Amsterdam foi feito com esse meio de transporte.

Dica 1: você pode comprar a passagem dentro do tram, diretamente com o cobrador (que fica no meio do veículo); porém, só são aceitos cartões para pagamento! Caso você queira pagar com dinheiro em espécie (“cash”), pode comprar os bilhetes em uma loja da GVB (a companhia de transporte público de Amsterdam) que fica em frente à estação Amsterdam Centraal, junto com o centro de informações turísticas.

Dica 2: cada trecho de tram custa €3,20. Porém, se você comprar ida e volta juntos, ele sai um pouco mais barato (cerca de €3,05 o trecho).

Dica 3: valide seu bilhete ao entrar E ao sair do tram, inclusive se você comprar direto com o cobrador! Nesse caso, funciona assim: você paga, recebe o ticket e encosta na máquina de validação que fica próximo da porta. Na hora de sair, encosta novamente o ticket (“check-in, check-out”).

Dica 4: o excelente Viaje na Viagem tem um post bem completo sobre as opções de passes de transporte na cidade.

Descemos em um ponto próximo ao parque, caminhamos cerca de 5 minutos e estávamos no nosso destino.


Vondelpark

O Vondelpark é o maior (e mais famoso) parque municipal de Amsterdam (entrada gratuita). Inaugurado em 1865, foi projetado pelo arquiteto David Zocher, em estilo inglês, e, se chamou, inicialmente, "Nieuwe Park" (que significa “Novo Parque”). No entanto, em 1880, mudou de nome para homenagear o poeta holandês Joost van den Vondel – que já possuía até uma estátua no parque.


O local foi projetado para ter vários caminhos, lagos e árvores, dando a ilusão de uma paisagem natural, e continuou sendo ampliando nas décadas seguintes, com a construção do conhecido coreto e do pavilhão Vondelparkpaviljoen nos anos de 1870, sendo finalmente doado à cidade de Amsterdam em 1953.


Eu fiquei encantada com o lugar! É um parque lindo e, apesar de ser uma segunda-feira de manhã, estava cheio de vida: pessoas indo trabalhar de bicicleta, gente correndo/caminhando... Vale a pena reservar um tempinho na sua viagem para contemplar o lugar!

De lá, seguimos a pé para o Museu Van Gogh, parando para tomar café-da-manhã (espresso + sanduíche) no Broodbakker Simon Meijssen (Van Baerlestraat 23). Além de ser no caminho, o lugar tem muitas opções de pães, doces (que estavam com uma cara excelente), sanduíches e bebidas quentes.

Com as energias recarregadas, seguimos para a Museumplein, que concentra o Museu Van Gogh e o Stedelijk Museum. Um pouco mais a frente está o Rijksmuseum, um dos museus mais importantes e famosos de Amsterdam. Em frente dele ficava o famoso letreiro “I Amsterdam”, recentemente retirado.


Como tínhamos pouco tempo em Amsterdam, optamos por visitar somente o Museu Van Gogh. Compramos ingressos antecipados, pelo site, com horário de entrada para as 10h. O ingresso custou €24 com audioguia e €19 sem audioguia. Não encontramos fila para entrar no local.


Entrada do Museu Van Gogh. Fotografias não são permitidas dentro do museu (exceto em áreas especificamente demarcadas).

O museu também dispõe de um “Cloakroom” gratuito e muito bem organizado, onde você pode deixar mochila, casacos, cachecóis etc. Basta entregar seu item e você receberá um papel com um número e letra. Ao final da visita, basta apresentar o papel e eles te devolvem seus objetos.


Fizemos a visita com audioguia (disponível em Português) e ele se mostrou bastante útil, fornecendo informações sobre a vida de Van Gogh e explicações sobre cada obra: basta você selecionar o número que consta embaixo ou do lado da peça e ouvir a explicação.


O site do museu informa que o tempo estimado de visita é, em média, de 1hora e 15minutos – tempo que seria suficiente para ver a coleção permanente do museu – mas que muitas pessoas gastam o total de 2 horas no lugar.


No nosso caso, gastamos 2 horas só na visita permanente, pois às vezes queríamos ver um quadro de perto e estava cheio de gente (então, tínhamos que esperar dar uma esvaziada para poder chegar mais perto e observar). Também achei que o audioguia nos fez consumir um pouco mais de tempo (afinal, você fica parado, em frente à obra, ouvindo a explicação, que aliás, é bem completa).


Por outro lado, os quadros (em regra) não possuem aquelas plaquinhas explicativas ao lado das obras, de modo que, por vezes, o audioguia é interessante para você saber a importância da obra, em que momento e porque Van Gogh a pintou, o que a torna tão especial etc. Por isso, na minha opinião, valeu a pena utilizar esse recurso – mas já aviso que sou uma pessoa sem qualquer formação na área artística e com conhecimento próximo de zero sobre pintura; logo, as visitas a museus acabam funcionando como uma aula e sendo uma oportunidade de aprender um pouco sobre determinado artista, período ou movimento cultural.


Para nós, a visita ao Museu foi muito válida, pois além de aprender sobre Van Gogh, foi possível ver ao vivo e com os próprios olhos aquelas obras que nos acompanham durante o colégio, nas apostilas e livros (como seus autorretratos e um dos famosos quadros de girassóis)!


Saindo do Museu, fomos caminhando para o Albert Cuyp Market (segunda a sábado, das 9h30 às 17h), maior feira a céu aberto da Europa. Localizado no bairro De Pijp, esse mercado de rua possui barracas que vendem de peixe a flores, passando por comida local, roupas, queijos e muito mais.



Lá comemos sanduíches recheados com pedaços de frango empanado (€3,50 cada e bem gostosos!) e provamos o típico stroopwaffle (€1,50 o simples e €2 o que é metade simples e metade com cobertura de chocolate)!


O stroopwaffle (que significa “waffle com calda” ou “biscoito com calda”) é um biscoito típico da Holanda, surgido na região de Gouda (sim, a do queijo!), no século XVIII, muito em função do papel desempenhado pelo país nas navegações. Afinal, era de suas colônias no Caribe, na Ásia e na África que vinha a canela e o açúcar mascavo, presentes na receita do biscoito.

São biscoitos simples, mas ao mesmo tempo incrivelmente deliciosos: massa de biscoito fininha e crocante, assada na hora em uma prensa aquecida dos dois lados, cortada logo em seguida e recheada com caramelo bem cremoso (com um toque de canela)! Trouxemos vários pacotinhos de stroopwaffle da marca Daelmans, que compramos nos supermercados da rede Albert Heijn, para família e amigos. São bem gostosos, mas ainda ficam abaixo do stroopwaffle fresquinho que comemos no Albert Cuyp Market! Por isso, se você for a Holanda, não deixe de experimentar essa delícia!


Como consumir o stroopwaffle: "oi?" Sim, existe um ritual para apreciar o stroopwaffle (em especial, aqueles de pacotinho, comprados no mercado)! Ele consiste em colocar o biscoito em cima da xícara de chá ou café, como se fosse uma “tampa”, e esperar alguns minutos para só depois comer o biscoito. Isso faz com que o caramelo do recheio derreta e fique com a textura certa para consumo. Embora tenha praticado a “técnica” algumas vezes, confesso que não curti muito – já que, no processo, o biscoito acaba amolecendo com o vapor da bebida quente.


Além do famoso stroopwaffle, o Albert Cuyp Market tem waffles belgas, batatas-fritas, churros, peixe, além de outros restaurantes e bares nas redondezas do mercado! Fome, com certeza, você não passa! Outra vantagem é que o mercado fica relativamente perto da Museumplein (cerca de 15 minutos de caminhada) e a Museumplein costuma estar no roteiro de todo turista que vai a Amsterdam.

Feita a sessão gastronômica, lá pelas 14h pegamos outro tram para a estação central, pois nosso próximo destino eram os moinhos de vento de Zaanse Schans.


Zaanse Schans, situada na cidade de Zaandam, é uma espécie de vila, formada com construções originais, cuja maior atração são os moinhos de vento.


Como chegar: pegamos um ônibus da empresa Conexxion da estação Amsterdam Centraal. Eles saem da parte de cima da estação (subindo as escadas ou pegando o elevador). Compramos as passagens diretamente com a motorista (mais uma vez, aceitam-se apenas cartões). Pagamos €23 por duas passagens de ida e volta. A viagem durou aproximadamente 40 minutos e o ponto final é Zaanse Schans. Descendo no ponto, basta seguir o fluxo (o ponto está praticamente na frente da entrada e você logo vê alguns ônibus turísticos de excursão parados).


Existe uma outra opção, mais econômica: o trem. Você pega na mesma estação (Amsterdaam Central) e desce na estação Zaandijk Zaanse Schans. O ticket custa €3,30 (o trecho, sem necessidade de reserva de assentos; preços de junho/2019) e o trajeto demora 18 minutos. Porém, da estação até Zaanse Schans são mais 20 minutos de caminhada. É possível simular o trajeto no site https://www.ns.nl/en/

Aliás, logo na entrada, uma das primeiras construções que você vai ver é o Zaans Museum, museu que conta a história do lugar. Como estávamos com o tempo curto (afinal, chegamos lá por volta das 14h40 e a maioria das lojinhas fecharia às 17h30), não entramos no museu, mas aqui está o link do site oficial para você saber um pouco mais sobre esse atrativo: https://zaansmuseum.nl/en/. O ticket adulto custa €12, mas há opções de passe que dão acesso a outras atrações da vila e descontos nas lojinhas. A entrada está incluída no “I Amsterdam card”.


OBS.: Nós não compramos o “I Amsterdam card” porque: 1) ficaríamos pouco tempo na cidade - foram apenas 3 dias, sendo que um deles (o segundo – logo, bem no meio de um passe de 72 horas, por exemplo) foi destinado ao Keukenhof; 2) a atração que eu mais queria visitar, a Casa de Anne Frank, não estava incluída no passe; e 3) a localização do nosso hotel permitia fazer alguns dos passeios que planejamos (Museu Casa Barco e 9 straatjes) a pé, bem como ir e voltar da estação Amsterdam Centraal andando.


Voltando ao roteiro...


Passando o Zaans Museum e virando à direita, você verá um mirante que proporciona vista panorâmica do lugar.

Vista do mirante de Zaanse Schans

Em Zaanse Schans existem tanto residências quanto lojas e algumas delas funcionam como uma espécie de museu, contando a história da marca ou o processo de fabricação do produto – ex.: queijo e tamanco de madeira. Alguns cobram entrada, outros não.


Além disso, você também pode alugar bicicletas ou fazer um passeio de barco pelos canais. O curioso é que, embora seja uma atração bem turística, as construções do local são originais e existem pessoas morando de verdade em algumas delas.


Mas o grande atrativo do lugar é a oportunidade de ver bem de perto moinhos de vento originais, em plenas condições de funcionamento. São 11 moinhos no total e 7 deles estão disponíveis para visita do público (todos eles cobravam entrada – cerca de €5).


Construções típicas e moinhos de vento em Zaanse Schans

Nós particularmente não entramos em nenhum nem compramos nada (só uma água e um refrigerante para matar a sede hehehe), mas gostamos muito do passeio: a paisagem com suas casinhas típicas e moinhos de vento é muito charmosa; o dia ensolarado e de céu azul tornaram tudo ainda mais bonito! Nem mesmo a grande quantidade de turistas estragou o visual extremamente meigo da vila.


Para quem quiser um contato maior com produtos típicos (como os queijos e tamancos de madeira) também é um excelente passeio, bastante fácil de se fazer por conta própria (basta entrar no ônibus na estação central e desembarcar em frente à vila) e agradável, que cabe em poucas horas. Nós chegamos em Zaanse Schans por volta das 14h40 e saímos de lá por volta das 17h. Nesse tempo, deu para andar por toda a vila, bater fotos e entrar em umas duas ou três lojinhas; não subimos nos moinhos de vento. Para ver o horário de funcionamento das atrações, consulte o site antes de ir.

Pegamos o ônibus de volta para Amsterdam no mesmo ponto, em frente a Zaanse Schans.

Nossa janta foi em Amsterdam, no Wok to Wolk. Trata-se de uma franquia de comida oriental (servem até em caixinha, que nem nossos Lig-Lig e China in Box) com ótima relação custo-benefício. Você escolhe a base (entre vários tipos de macarrão ou arroz), pode colocar adicionais (carne, frango, tofu, porco etc), escolhe um molho (teriyaki, apimentado, shoyu + gengibre etc) e pode acrescentar também toppings (cebola frita, alho frito, amendoins etc). Eu pedi um Udon Noodles, com adicional de frango e alho frito. Os dois pratos (meu e do meu esposo) + Coca 500ml custaram €19,50 e estavam bem gostosos! A porção também é suficiente para matar a fome (note que nossa última refeição tinha sido o sanduíche + stroopwaffle do Albert Cuyp Market rsrsrsrsrs)! Caso não seja muito do seu agrado, é possível procurar outras opções de comida nos arredores da estação Centraal: a oferta é grande e os preços acessíveis, mas não espere nada muito sofisticado.



Segue a lista de gastos do dia (preços de abril/2019)

- Quatro tickets de tram: €12,80

- Café-da-manhã no Broodbakker Simon Meijssen: €12,75

- Dois sanduíches de frango no Albert Cuyp Market: €7

- Dois stroopwaffles no Albert Cuyp Market: €3,50

- Passagens de ônibus para Zaanse Schans: €23

- 1 garrafa de água e 1 garrafa de Sprite no Zaanse Schans: €4,90

- Janta no Wok to Walk: €19,50

Total para DUAS pessoas: €83,45


E assim terminamos nosso primeiro dia em Amsterdam (e região).


O que você achou do nosso roteiro? Quais suas dicas para Amsterdam? Deixe nos comentários!


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