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Visita à Casa de Anne Frank

Dicas para garantir seu ingresso e nosso relato desse passeio incrível de Amsterdam


Fachada da Casa de Anne Frank

Há uns 4 anos, eu li o livro “O diário de Anne Frank”. Foi uma leitura muito interessante, pois mostra o impacto da Segunda Guerra Mundial na vida dos judeus de uma perspectiva diferente, contada por um personagem real (Anne Frank) – o que torna a leitura ainda mais valiosa. Além disso, não há como não sentir empatia e identidade com os dissabores, as descobertas e o turbilhão de emoções que Anne vive por estar na adolescência.

Por isso, quando definimos o roteiro da nossa #eurortip2019 e decidimos passar alguns dias em Amsterdam, fui logo atrás de saber como visitar a Casa de Anne Frank (Anne Frank Huis), que é o lugar onde Anne, sua família e mais 4 pessoas, todos judeus, se refugiaram durante a Segunda Guerra Mundial e foi, posteriormente, transformado em museu e memorial, com grande parte das instalações originais do "Anexo" preservadas.


O plano era visitar a Casa de Anne Frank logo no primeiro horário (por volta das 08h30) e ficar com o restante do dia livre para passear sem compromisso por Amsterdam. Só que não rolou! Por quê? Porque os ingressos (vendidos com 60 dias de antecedência pelo site oficial) se esgotam em uma velocidade impressionante! Vou te contar tudo, desde o início, pra você não correr o risco de ficar sem o seu ingresso! Continue lendo o post.


Como dito acima, eu tinha lido o livro e conhecia a história, mas mas esposo não. Por isso, tive a ideia de comprar o bilhete que incluía um “programa introdutório” - uma explicação de 30 minutos, em inglês, sobre o contexto histórico da época, a história da família Frank e o local que serviu de refúgio durante dois anos para Anne e os demais. E assim começou minha saga...


Fotos tiradas durante o program introdutório. Não são permitidas fotos no interior do museu!

Dicas e informações para a compra do ingresso para a Casa de Anne Frank:

1) Os ingressos custam € 10 (+ €0,50 de taxa de reserva) SEM programa introdutório (apenas entrada no museu) e €15 (+ €0,50 de taxa de reserva) COM programa introdutório, e são vendidos ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE pela Internet, no site; 80% dos tickets são colocados a disposição 2 meses antes da data da visita, a partir da meia-noite (horário de Amsterdam); os outros 20% são vendidos no próprio dia da visita, a partir das 09h da manhã (também no horário de Amsterdam). Sigam lendo que vocês vão entender o porquê de o site colocar até o horário em que os ingressos são disponibilizados.


2) Como o próprio site alerta, a demanda é MUITO maior que a oferta e os ingressos se esgotam rapidamente (“The demand often exceeds the number of available tickets. Tickets sell out very fast”). “Oras, então coloquem mais ingressos a venda!” – você poderia pensar. Não dá: o museu corresponde ao espaço em que as pessoas ficavam escondidas (na visita, você anda por alguns dos cômodos) e o local era uma espécie de anexo de um prédio, feito de forma que não pudesse ser visto de fora e não despertasse a desconfiança dos vizinhos. Foram feitas algumas adaptações ao longo do tempo e expansões por conta do museu, mas a parte, digamos, “histórica”, é original. Ou seja, o espaço é limitado MESMO e a quantidade de visitantes por horário já leva isso em conta!


Como eu queria muito visitar o lugar, comecei a monitorar a quantidade de ingressos com bastante antecedência e constatei que, de fato, eles esgotam bem rápido. Para você ter uma ideia: no momento em que escrevo esse post (dia 07/06/2019, às 11h35min do horário de Brasília), só tem ingresso (sem programa introdutório) disponível para o dia 12/07 em horários noturnos (entrada a partir das 20h15min). Também há UM ingresso com o programa introdutório para o dia 29/07; para mais de um ingresso, há disponibilidade a partir do dia 01/08 (e só nos períodos da tarde e da noite).


3) A boa notícia: o site é extremamente organizado e eficiente. Caso a quantidade de acessos esteja muito elevada, ele te coloca em uma fila on-line! Isso mesmo: ele informa que você é o número x da fila e, quando chega a sua vez, você consegue escolher com calma data/horário e fazer sua compra, sem quedas nem erros no carregamento da página! NÃO há necessidade de ficar apertando F5 loucamente: basta esperar que o site vai atualizando sozinho!


O que aconteceu comigo: eu queria o ingresso entrada + programa introdutório que, como você pode ver, parece ser mais disputado. Por isso, exatamente 2 meses antes da data da visita eu acordei às 07h da manhã (horário de Brasília – era um domingo) para ligar o computador e fazer a compra (em Amsterdam, já era meio-dia) e... não tinha mais ingresso para o horário que eu queria (08h30) nem para o restante da manhã! Só me restou, então, comprar ingresso para o final da tarde.


Consultando hoje os ingressos disponíveis para o dia 07/08 (daqui a exatos 2 meses), vi que havia 11 ingressos disponíveis para o horário das 09h-09h30. Logo, aparentemente, fui numa época particularmente disputada – faz sentido, considerando que essa também é a época das tulipas na Holanda (no post anterior, falei da nossa visita ao maravilhoso Keukenhof).


Nota: o horário fixado no ingresso é o horário para você entrar no museu (existem plaquinhas no local indicando a qual horário a fila se refere). Ex.: comprei o ingresso 09:00 - 9:30; logo, devo entrar no museu dentro desse horário. O tempo de permanência dentro da Casa de Anne Frank é ilimitado.

Uma opinião sincera: o programa introdutório é bem dispensável. O ingresso dá direito a um audioguia (disponível em português) que funciona da seguinte maneira: você aproxima o aparelho de plaquinhas localizadas ao longo do museu e ouve a explicação. Além disso, em alguns pontos do museu há vídeos exibindo relatos, imagens, frases do livro e outras informações que substituem bem o programa introdutório. Portanto, embora seja um pouco mais aprofundado (em especial no que tange ao contexto histórico da Holanda durante a Segunda Guerra Mundial), considero o programa introdutório dispensável, mesmo para quem não leu o livro, pois as explicações constantes nas próprias instalações + as informações do audioguia são suficientes para te situar na história de Anne Frank.


Além disso, o próprio site do museu traz a história de Anne, a cronologia da mudança da família da Alemanha para Amsterdam, dentre outros dados. Essas informações (informações do site + audioguia), a meu ver, são suficientes para você não ficar perdido no passeio.


Conclusão: ler o livro traz um plus emocional para sua visita que o programa introdutório não consegue substituir e, para fins de conhecimento, as demais fontes de informação suprem a explicação paga ;D


Lendo o livro ou não, a visita é interessantíssima; faz a gente refletir sobre as condições em que os judeus tiveram que viver durante o Holocausto, as famílias despedaçadas pelos envios aos campos de concentração e a tragédia da humanidade que foi a perseguição a esse grupo. Por outro lado, é impressionante ver o poder do diário de uma garota de 13 anos e o incrível legado que ele deixou para o mundo!


E você já visitou a Casa de Anne Frank? Também leu o livro e tem enorme desejo de conhecer o lugar? Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários!


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