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GO: Rio Quente, Pirenópolis, Goiânia e Outlet Premium de Carro

Em fevereiro de 2019, eu e minha esposa decidimos conhecer Rio Quente/GO. Já tinha ouvido falar bastante tanto de Caldas Novas como de Rio Quente, mas não sabia direito se eram locais diferentes, já que sempre ouvia falar que a Pousada do Rio Quente ficava localizada em Caldas Novas.


Pesquisando, descobri que, de fato, existia antigamente a Pousada do Rio Quente, que ficava bem perto de Caldas Novas. Com o crescimento do turismo naquele local, o estabelecimento também cresceu e passou a se chamar Rio Quente Resorts. Em razão desse crescimento, a região se emancipou em 1988 e deixou de fazer parte de Caldas Novas, tornando-se a cidade de Rio Quente, distante 28 km daquela.


Como nós moramos em Brasília, que fica perto de Rio Quente (entre 4 e 5 horas de distância), decidimos fazer a viagem de carro. Aproveitando a oportunidade, incluímos no roteiro um rápido passeio no Outlet Premium e outras duas paradas: Pirenópolis (na ida) e Goiânia (na volta).



1. Pirenópolis e Cachoeira do Abade


Como dito, fizemos uma "conexão" em Pirenópolis na ida, onde encontramos meu irmão Leonardo e minha cunhada Carol. Para quem não conhece, Pirenópolis fica a 150 km de Brasília (cerca de 2 horas de viagem) e é um município histórico, um dos primeiros do Estado de Goiás, palco das "cavalhadas", festa com representações dramáticas, equestres, de uma luta entre mouros e cristãos pelo domínio da Península Ibérica durante a Idade Média na Europa. As encenações são alegradas por centenas de mascarados, alguns montados a cavalo, sendo que o mascarado típico de Pirenópolis usa a máscara de boi (informações do site Wikipedia).


Na nossa rota, incluímos ainda a Cachoeira do Abade, que fica um pouco antes de Pirenópolis (cerca de 16 km), mas NÃO recomendo que você vá para lá antes de chegar em Pirenópolis. Nós fizemos isso usando uma rota do Google Maps e ficamos presos em uma propriedade privada, pois o caminho é por estrada de terra, as condições são péssimas e ainda perdemos várias vezes o sinal do GPS. No final, acabamos pegando uma rota errada e entramos em uma propriedade privada. O passeio foi radical e relativamente assustador, descemos rampas que acho que não conseguiríamos subir na eventualidade de ter que voltar, passamos por momentos dramáticos ao atravessar uma pequena ponte improvisada com tábuas e, no final, ficamos presos, porque o portão de entrada da propriedade estava fechado com corrente e cadeado.


Foi um pouco desesperador, mas graças a Deus e também a dois ciclistas que faziam trilha pela região (coincidentemente, descobrimos durante a conversa que um deles é Juiz no mesmo órgão em que trabalhamos), conseguimos uma chave para abrir a porteira e seguir viagem.


Passado o sufoco, logo chegamos na Cachoeira do Abade. O local é bem estruturado, as vistas são bonitas e você pode escolher entre duas trilhas para fazer o passeio: uma menor, com 2 km de extensão, e outra um pouco maior, com 4 km, passando pela famosa Ponte da Tremedeira, com 25 m de altura e 50 m de comprimento, na qual só podem passar 2 pessoas por vez (segunda foto).




Logo depois, chegamos à cachoeira que dá nome ao local. Ela é muito bonita, mas a água estava MUITO gelada, e olha que o calor estava intenso naquele dia. Como tinha chovido na véspera, a água estava um pouco turva e com uma coloração mais avermelhada.



Finalizado o passeio, almoçamos lá mesmo, no restaurante que existe dentro do parque. A entrada no parque da cachoeira custou R$ 40 por pessoa (adultos). O almoço custou R$ 35 por pessoa e foi no sistema de self service à vontade (incluindo doces, mas não bebidas), que é servido aos finais de semana. Ah, tivemos de pagar tudo em dinheiro (não estavam aceitando cartões).


Depois de almoçar, seguimos para Pirenópolis. Mesmo com o calor, deixamos as coisas no hotel e fomos conhecer o centro da cidade, já que na manhã do dia seguinte já seguiríamos viagem para Rio Quente.





As ruas de pedra e as casas antigas presentes em todo o centro dão o encanto e o charme que a cidade interiorana possui. No ponto mais alto da cidade, você encontra a Igreja Matriz (foto acima), que, por ser vista de vários pontos da cidade, pode servir como referência durante seu passeio.


Ah, durante o passeio você também encontrará vários personagens das cavalhadas espalhados pelo centro, podendo até tirar algumas fotos com eles!


Como o centro não é tão grande, você poderá fazer tudo à pé. Aliás, percebemos que é difícil achar vaga para estacionar o carro dentro do centro, pois elas são muito concorridas, mas você pode estacionar em um local próximo e seguir para lá caminhando mesmo, não fica tão longe.


Na denominada Rua do Lazer, fica concentrada a grande maioria dos restaurantes e bares da cidade, com mesas e cadeiras espalhadas pela rua (aqui não passam carros).




Mas também há restaurantes, cafés e bares em outras ruas, como é o caso dessa cafeteria, chamada "Pé di Café", em que comemos um waffle delicioso recheado com Nutella:





Concluindo o passeio da tarde, tiramos mais algumas fotos:




Muitas pessoas vão à Pirenópolis para descansar também, hospedando-se em pousadas de luxo, como a famosa Pousada dos Pireneus Resort. Na nossa viagem, ficamos em um hotel mais simples, mas bem aconchegante e com ótimo custo-benefício para quem estiver de carro na viagem, chamada Pousada Gold. Falo isso porque o centro da cidade está longe de lá para ir à pé.


De noite, comemos hambúrguer no Yellow Sub, sanduicheria que teve origem em um Food Truck nos Estados Unidos. Segundo os proprietários, o lanche Philly Cheese Steak é originário da Filadélfia e seria o predileto do Rocky Balboa (aquele do filme mesmo).


No dia seguinte, acordamos cedinho, tomamos um café da manhã delicioso no hotel (incluído no valor da diária) e seguimos a viagem rumo à Rio Quente.



2. Rio Quente


Saindo de Pirenópolis, optamos por pegar a estrada para Goiânia (BR-060) e ir em direção a Morrinhos pela estrada BR-153, toda duplicada. De Morrinhos a Rio Quente, a estrada possui uma única via, pouco movimento e está em condições razoáveis, mas o trecho é bem curto, com apenas 63 Km (BR-490 e GO-507). Quando fomos, eles estavam iniciando a duplicação deste último trecho, mas ainda estava bem no começo (isso em Fevereiro de 2019).


Segue abaixo o percurso pelo Google Maps (só retirei a Cachoeira do Abade do caminho, pelos motivos já explicados). Troquei pela estrada que passa por Abadiânia e pelo Outlet Premium.



Esse trecho não é o mais curto para viajar de Brasília a Rio Quente, mas tem a vantagem de ser quase todo duplicado e possuir vários postos espalhados no caminho. Ah, em Morrinhos você pode parar rapidinho para bater uma foto com o Cristo Redentor, hahaha:



Você pode ainda conferir outras rotas para Rio Quente através deste site, por Cristianápolis, Piracanjuba, etc.


Cerca de 40 minutos depois de Morrinhos, enfim chegamos a Rio Quente e ao Hotel Giardino Suítes, que integra o complexo do Rio Quente Resorts:





Chegando lá, você deixa o carro com um manobrista e leva suas bagagens à recepção para fazer o Check-in. A diária neste hotel inclui café da manhã e almoço à vontade, além de entrada gratuita no Hot Park, entrada gratuita no Parque das Fontes e ônibus gratuito para todos os deslocamentos, passando de 20 em 20 minutos bem na frente do Hotel. Os quartos são bem limpos e espaçosos:





É interessante destacar que o Hotel Giardino faz parte da rede Rio Quente Resorts, mas não está localizado dentro do complexo, e sim na cidadezinha de Rio Quente mesmo. Daí as suas vantagens (poder conhecer à pé o centrinho de Rio Quente e bons restaurantes da cidade) e suas desvantagens (ter de pegar o ônibus para entrar no Hot Park e no Parque das Fontes). De qualquer forma, ainda que você se hospede dentro do complexo, tudo é relativamente longe e pegar o ônibus vai ser necessário em algum momento.


Ah, mais uma coisa importante! Quando for para Rio Quente, recomendo muito ficar em um Hotel do Rio Quente Resorts porque só assim você terá acesso ao Parque das Fontes (que é exclusivo para hóspedes do complexo). Porém, cuidado que algumas hospedagens mais baratas (que também pertencem ao Resort) não oferecem esse acesso, como é o caso dos Eco Chalés.


O check-in é feito a partir de 12h e costuma estar bem lotado. Por isso, é interessante se programar para chegar no hotel entre 11h e 11h30min para evitar filas.


Feito o check-in, fomos logo almoçar. O refeitório do hotel é grande e bem espaçoso. As opções de café da manhã e almoço são boas e oferecidas em grande variedade.



Logo após o almoço, voltamos para o quarto só para vestir roupas de banho e ir logo conhecer o parque. Em menos de 10 minutos já estávamos dentro do complexo e, pra minha surpresa, ele é enorme, bem maior que eu imaginava!


Lá dentro estão alguns outros hoteis da rede (Hotel Pousada, Hotel Turismo, Hotel Cristal), bares, restaurantes, auditórios, além é claro do Hot Park (o parque aquático em si) e do Parque das Fontes, local em que ficam concentradas as piscinas naturais de água quente, cujas águas são renovadas totalmente em menos de uma hora. É interessante destacar, ainda, que as águas do Hot Park também são termais. Veja abaixo uma foto da entrada e em seguida um mapa que lhe dará uma ideia melhor do tamanho do complexo:




O primeiro local que conhecemos foi o Parque das Fontes, cujo acesso é exclusivo para hóspedes dos hoteis Giardino, Suítes & Flat, Turismo, Pousada e Cristal. Destaco que, como dito acima, os Eco Chalés também pertencem à rede Rio Quente, mas não oferecem acesso a este parque.


E a pergunta que você poderia fazer é se vale a pena pagar um pouco mais caro para poder ir ao Parque das Fontes. Na minha perspectiva, vale sim. Embora a diária dos Eco Chalés sejam mais baratas, considero o Parque das Fontes um espetáculo à parte. Isso porque você terá acesso a um local mais tranquilo, separado do movimentado Hot Park, que é a principal atração do Resort. Além disso, o Parque das Fontes funciona 24 horas e lhe dá acesso a bares e restaurantes exclusivos do Complexo (o Hot Park funciona apenas entre as 9h e as 17h).


Ah, e se você gosta de música ao vivo, prepare-se pois ela está presente diariamente, tanto no Parque das Fontes, como no Hot Park. Abaixo, algumas fotos do Parque das Fontes:










Hotel Pousada

Como dito acima, a principal atração do complexo é o Hot Park, que permite a entrada tanto de hóspedes (já incluída nas diárias dos hoteis da rede) como de visitantes não hóspedes.


O Hot Park possui atrações infantis e adultas, sendo que as principais delas são: AeroBike, Girolesa, Mega Tirolesa, Escola de Surf, Passeio de Caiaque, Praia do Cerrado, Lazy River, Mergulho, Hotibum, Half Pipe, Giant Slide, Acqua Race, Clubinho da Criança, Acqua River Fini, Birdland, Xpirado, além de todo o espaço do parque, com quadras de vôlei e quiosques que servem todo tipo de refeição, como mini pizzas, hambúrgueres, pasteis, Hot Dog, espetinhos, carnes, peixes e doces (as atrações em negrito foram as que mais gostei, entre aquelas que conhecemos).


Veja abaixo algumas fotos do Hot Park:












Com essa imagem do Google Earth, é possível ter uma ideia do tamanho do complexo (realçado em verde)

No que se refere aos valores praticados dentro do complexo, eles possuem um preço de mediano para caro. Entre os itens mais baratos dentro do Hot Park, estão o pastel (com recheio simples), que sai por R$ 6 a unidade e os refrigerantes em lata, no valor de R$ 5 cada (preços de fevereiro de 2019).


Ah, em relação à consumação, nada é feito em dinheiro lá. Quando você fizer o check-in, receberá uma pulseira que servirá como uma comanda. Tudo que adquirir lá dentro será registrado na pulseira e, ao final, deverá acertar no check-out. Sobre o valor total eles incluirão ainda uma gorjeta de 10% (que incide sobre TUDO que foi consumido, inclusive sobre o picolé que você pegou sozinho no freezer).


A pulseira é à prova d'água e a maior vantagem dela é que você não precisará levar carteira e dinheiro durante os passeios feitos dentro do complexo.


Mas e aí, valeu a pena conhecer o Rio Quente Resorts?


Sim!!! Eu esperava menos do Rio Quente Resorts, fiquei impressionado com o tamanho de sua estrutura e com as opções de diversão que ele oferece, seja no Hot Park, seja na Praia do Cerrado ou mesmo no Parque das Fontes.


O valor médio da diária no Hotel Giardino fica em torno de R$ 900,00 para duas pessoas. Contudo, pesquisamos bastante e conseguimos reservar 2 diárias por R$ 1.300,00, o que daria R$ 650 por diária para o casal (ou R$ 325,00 por pessoa). Considerando que o café da manhã, o almoço, os traslados e os ingressos para o Hot Park estão incluídos nesse valor, acredito que o preço pago foi bem razoável.


E se você quiser economizar na janta, há vários restaurantes com ótimo custo-benefício fora do complexo, que ficam bem próximos ao Hotel Giardino (cerca de 200 metros).


No dia seguinte, tomamos o café da manhã e nos direcionamos à recepção para fazer o check-out. O horário limite do check-out é às 10 horas (o check-in é feito a partir das 12h).


Como as diárias já estavam pagas, eles imprimiram um extrato da consumação e nós tivemos que pagar somente o que foi gasto dentro do complexo. Conferimos todos os itens e não havia nada errado, a pulseira funcionou mesmo.



3. Goiânia


Saindo de Rio Quente, pegamos as mesmas estradas para seguir viagem para Goiânia, viagem que levou cerca de 2h30min. Já conhecíamos o caminho, então foi bem tranquilo retornar.


Ficamos um dia em Goiânia e nos hospedamos no Castro's Park Hotel. Pela internet tive a impressão de ser um hotel mais novo do que ele realmente é, mas os quartos são bons e o café da manhã é bem servido.


Em Goiânia, conhecemos a Praça do Sol, os Shoppings Bougainville e Goiânia Shopping, o Parque Flamboyant e jantamos na MARAVILHOSA pizzaria Pitigliano. Se passar pela cidade, por favor não deixe de conhecê-la! A qualidade do atendimento e o sabor da pizza ganharam nossa nota máxima!


Pitigliano Pizzaria

Pitigliano Pizzaria

Parque Flamboyant

Praça do Sol

Shopping Bougainville

No dia seguinte, tomamos o café da manhã do hotel (lógico!) e iniciamos nosso retorno para Brasília, fazendo uma última parada, no meio do caminho, no Outlet Premium.



4. Outlet Premium


O Outlet Premium fica a mais ou menos 1h50min de Goiânia e 1h de Brasília. Para quem não conhece, é um shopping aberto que promete oferecer produtos de grandes marcas a preços pequenos.


A mesma rede está presente também nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza. O estacionamento é gratuito e há uma praça de alimentação no local. Ah, o shopping é pet friendly. Veja algumas fotos do local:








Quando se fala em Outlet, logo nos vem a ideia das grandes promoções dos Outlets norte-americanos. Assim, se você ainda não teve a oportunidade de conhecer um brasileiro, deve estar se perguntando se vale a pena a visita.


De fato, não espere promoções e preços compatíveis com os americanos, mas você encontrará no Outlet Premium do DF muitas lojas boas, com uma grande variedade de produtos. Embora alguns preços sejam iguais ou muito parecidos com os das lojas dos shoppings tradicionais, vários produtos poderão ser encontrados com descontos de, em média, até 50% do seu valor original.


Assim, não espere encontrar preços arrasadores, mas, com sorte, achará algumas boas promoções. Se você estiver passando pela estrada e encontrar o Outlet, vale a pena dar uma parada para caminhar um pouco, fazer um lanche e, quem sabe, comprar algum presente.


Nossa viagem acabou aqui. Um pouco mais de 50 minutos depois que saímos do Outlet já estávamos em Brasília. Espero que vocês tenham gostado do post! =D


Segue abaixo um pequeno vídeo dessa viagem:



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