Buscar

FOZ DO IGUAÇU: roteiro de 3 dias, hospedagem e transporte

Agora em outubro, eu e minha irmã aproveitamos um restinho de férias, emendamos com o feriado e, junto com nosso pai, passamos uma semana entre Foz do Iguaçu e San Ignácio e Posadas, na Argentina. Nesse post, vou contar sobre nossos dias em Foz do Iguaçu.

Cataratas do Iguaçu

1. Transporte: fomos de carro próprio, pois iniciamos a viagem em Naviraí, cidade ao sul de Mato Grosso do Sul e que fica a apenas 346 km de Foz do Iguaçu (pelo caminho mais curto), em uma viagem que dura cerca de 5 horas. O carro facilitou muito o nosso deslocamento em Foz, pois as atrações que pretendíamos visitar ficavam distantes umas das outras (para nos guiar, utilizamos o Google Maps do celular). Além disso, o carro nos deu liberdade para chegar e ir embora dos atrativos a hora que quiséssemos e para sair à noite para jantar.

Pelas estradas do Paraná

Existe UBER em Foz do Iguaçu, no sistema de tarifa variável. Usamos um único dia para ir ao Icebar do Catuaí Palladium Shopping e as tarifas oscilaram entre R$7,95 e R$12,00. Na ida, como era horário de pico, demorou um pouco para aparecer um motorista interessado na nossa corrida, mas conseguimos. Na volta, conseguimos rapidamente um motorista.

2. Hospedagem: optamos pelo Iguassu Inn, um hotel simples, pequeno, de administração familiar, com boa avaliação no Booking. Localizado bem no início da Avenida das Cataratas, teve um bom custo benefício: cama confortável, ar condicionado eficiente (o que fez toda a diferença, considerando que, durante nossa viagem, a temperatura chegou nos 37º C) e café-da-manha simples, mas suficiente, com frutas (melão, banana, mamão e melancia ou abacaxi), variedade de pães (francês, integral, branco e outros dois tipos), bolos, pão de queijo e frios (presunto e muçarela). Outra vantagem é que o hotel fica ao lado do Auto Posto Oklahoma (combustível Shell) que conta ainda com locadora de carros (Igufoz), casa de câmbio (Atlas Câmbio e Turismo) e conveniência.


O único ponto negativo é que ele tinha pouquíssimas tomadas no quarto (2 para um quarto que acomoda até 4 pessoas – fora a do banheiro e a do frigobar) e não possui elevador (mas são só dois lances de escada caso você fique no segundo andar).


Como, pelo nosso planejamento, passaríamos o dia fazendo passeios, concluímos que não valia a pena investir nos hotéis que tem estrutura de lazer. Chegamos a cotar o Viale Cataratas, que não estava muito caro, mas optamos por economizar na hospedagem e gastar um pouco mais nos passeios.


3. Passeios

Dia 1: Cataratas do lado brasileiro + Parque das Aves + Marco das Três Fronteiras

Chegamos nas Cataratas por volta das 08h40min e, pasmem, já tinha fila pra comprar ingressos – detalhe: o parque abre às 09h! Por sorte, um guia que vende o passeio Macuco Safári nos avisou que os totens de autoatendimento abriam um pouco antes e eram mais vazios. Assim, aguardamos mais 10 minutos e logo as máquinas foram liberadas. O processo de compra é fácil e o pagamento pode ser feito com cartão. Meu pai, que é idoso, pagou apenas o transporte dentro do parque (R$11,00 para todo o dia), feito em ônibus (alguns deles, de dois andares). O ingresso normal sai R$41,00. Aproveitamos e já pagamos o estacionamento, que custou R$24,00 pelo dia todo.

Máquinas de autoatendimento para compra de ingressos e pagamento do estacionamento.

Optamos por descer direto na parada “Cataratas”, que fica no inicio da trilha de mirantes. Depois, fomos para a disputada e lotada passarela que permite visualizar as Cataratas quase de frente e a Garganta do Diabo (do lado argentino). Em seguida, fomos ao mirante que fica praticamente ao lado de uma das quedas d’água e, por fim, subimos pelo elevador panorâmico.

Na primeira foto, é possível ver os efeitos da estiagem - mas as Cataratas continuam lindas =D

Uma outra sugestão de percurso seria: 1) seguir direito para a parada “Porto Canoas” (última) e já andar pela passarela (pra ter a chance de pegá-la mais vazia e conseguir tanto curtir melhor a paisagem quanto tirar fotos com menos gente, sem tanta disputa por espaço); 2) pegar novamente o ônibus e descer na parada “Cataratas” para só então fazer o circuito de mirantes (se você for a pé, vai andar contra o fluxo de pessoa e, em dias de maior movimento, pode ser desagradável). Essa “rota” é mais trabalhosa e tem a desvantagem de te dar primeiro o “gran finale” (vista da Garganta) para depois pular para a introdução (a vista das quedas menores, de frente, proporcionada pelo primeiro mirante da trilha), mas pode ser uma alternativa para ter um pouco mais de tranquilidade na passarela.

Parece tranquilo...

... só que não xD

Depois de fazer todo o percurso, paramos para almoçar. Dentro do Parque existe um restaurante no sistema buffet (R$68 por pessoa – preço de outubro/2019; bebidas são pagas a parte) e lanchonetes vendendo salgado, baguete, sanduíche natural etc. Achamos o restaurante meio caro e optamos por comer lanche: o combo de hambúrguer + porção individual + refrigerante em lata estava saindo entre R$32,90 e R$34,90. Sendo sincera, nós três achamos o lanche bem ruinzinho: o hambúrguer parece comprado em supermercado, o pão é seco e a batata veio murcha. A lembrança que eu tinha da minha visita anterior ao parque (março de 2014) era de um lanche bem mais gostosinho.


Depois, já por volta das 14h, pegamos o ônibus de volta para a entrada e fomos caminhando para o Parque das Aves, que fica bem perto: basta sair do Parque Nacional das Cataratas e atravessar a Avenida das Cataratas.


Foi um passeio bem gostoso! É leve (inclusive para crianças e idosos - o trajeto entre os viveiros é plano e com bastante sombra), instrutivo (várias placas pelo percurso trazem informações sobre as aves que vivem no local e os trabalhos executados pelo Parque) e, em alguns momentos, imersivo (pois passamos por 2 viveiros nos quais as aves ficam soltas e você pode chegar bem perto). No final, tem uma lojinha com souvenirs variadas.

Terminamos o passeio lá pelas 16h e voltamos ao Parque das Cataratas para buscar o carro.

Ao lado do Parque das Aves, existe um estacionamento que cobra R$20,00 pela diária preço em outubro/2019). Já tínhamos visto essa informação na Internet, mas preferimos deixar o carro no estacionamento “oficial” do Parque Nacional das Cataratas. Existem algumas pouquíssimas vagas em frente ao Parque das Aves e não vi nenhum placa anunciando cobrança. Talvez, se você chegar beeeeeem cedo, consiga deixar o carro lá e não pagar nada.

Aproveitamos a passada no hotel e o intervalo até a próxima atração para trocar reais por pesos argentinos na casa de cambio que fica no posto ao lado do hotel, pois iríamos para as Cataratas Argentinas no dia seguinte pela manhã. Pegamos a cotação R$1 = 12,50 pesos argentinos (outubro/2019).


Lá pelas 18h fomos para o Marco das 3 Fronteiras. Se você, como eu, visitou o local antes de dezembro de 2016, vai ficar surpreso com a transformação do lugar: o que antes era um local abandonado, com um pequeno monumento de cimento pintado com as cores do Brasil, agora é um complexo com praça de alimentação, restaurante, lojinha, cenários para tirar foto e shows culturais. A decoração é inspirada nas missões jesuítas. No espaço cultural, é projetado, de forma contínua, um filme de 30 minutos sobre a região, os povos guaranis e as missões jesuítas.


As entradas custaram R$26,50 (R$ 13,25 a meia; o estacionamento foi grátis) e proporcionaram um fim de tarde bem gostoso, com música, uma bela vista do pôr-do-sol na junção dos rios Iguaçu e Paraná e animação na praça de alimentação. Como estava com fome (só tinha comido o lanche nas Cataratas), comprei um shawarma (R$18). Outras opções disponíveis no local são: crepe suíço, cachorro-quente e salgado, em preços que variam de R$9 e R$13 (preços de outubro/2019). O local também vende sorvete, cervejas e açaí – todos com esse preço meio “você-está-numa-atração-turística”.

Entrada do atrativo, quiosques de comida, marco brasileiro, placa indicando a tríplice fronteira e apresentações culturais.


O Restaurante Cabeça de Vaca, que fica no interior do Marco das 3 Fronteiras, serve porções e jantar no sistema buffet livre (R$55 por pessoa mas, na bilheteria, nos ofereceram uma promoção: a partir da segunda pessoa, o buffet saía R$44,90/pessoa).


Às 19h30 começou a primeira apresentação cultural, que acontece na praça à saída da lojinha de souvenirs, e consistiu em um minueto (uma espécie de dança da idade média, apresentada por 4 casais).


Por volta das 20h, começou a segunda apresentação, na praça de baixo, onde fica a fonte com o marco brasileiro. Nesse número, com duração aproximada de 40 minutos, foram apresentadas danças típicas de Paraguai, Argentina (com destaque para um tango sensacional) e Brasil.


Embora restaurante do Marco das 3 Fronteiras parecesse bastante agradável (mesas do lado de fora e música ao vivo), nossa intenção era jantar em algum restaurante de Foz. A escolha inicial era o Vó Bertilla, um restaurante que serve massas e pizzas. Porém, a fila de espera era de meia hora e estávamos MUITO cansados. Por sorte, descendo a rua, nos deparamos com o Chef Chan, um restaurante chinês bem pequeno, mas que estava com boa avaliação no Google. Decidimos comer ali mesmo e foi uma ótima decisão: nosso yakissoba veio em 20 minutos, estava delicioso e a conta, com Coca de 1 litro, ficou em R$30,00 no total. O local também serve outros pratos como yakimeshi, frango frito, chop suey e rolinho primavera (também faz entregas e está nos aplicativos de comida).


Dia 2: Cataratas do Lado Argentino

Por volta das 08h30 saímos do nosso hotel rumo ao Parque Nacional Iguazú, para conhecer o lado argentino das Cataratas. A fila para passar pela imigração durou 20 minutos (era uma quarta-feira, dia 09/10) e a estrada do lado argentino (de pista simples) é muito boa e sinalizada. O trajeto é tranquilo: você começa na Ruta Nacional 12 e depois pega a rodovia 101 (há placas indicando o percurso até as Cataratas).

Salto Bossetti visto do Circuito Inferior.

O ingresso custou 640 pesos argentinos (valor em outubro/2019 para residentes no Mercosul, sem redução para idosos); a bilheteria aceita pesos argentinos e cartão de crédito. O estacionamento custou outros A$170 para o dia todo (valor em outubro/2019).


Essa é a trilha que leva à Garganta do Diabo, mas as demais trilhas acessíveis do parquet também são assim.

O ingresso já inclui o deslocamento dentro do parque, que é feito em trens elétricos que partem a cada 30 minutos. Contudo, cada vez que for pegar o trenzinho, você precisa retirar o ticket com algum dos funcionários; se as vagas para o próximo horário estiverem esgotadas, eles te fornecerão o ticket para o horário seguinte, mas, se sobrarem vagas no trem anterior, você pode embarcar.


Decidimos começar a trilha pelo Circuito Inferior (1700 metros). Assim, pegamos a trilha Sendero Verde (650 metros de extensão) que leva até a Estação Cataratas, de onde partem trens para as Estações Central e Garganta do Diabo e se iniciam as trilhas Circuito Superior e Circuito Inferior.


Fizemos o Circuito Inferior e demos uma pausa, já no final da trilha (nas quedas “Dos Hermanos”), para comer o lanchinho (misto quente e banana) que havíamos preparado no hotel - dica de economia hehehe. Só tome MUITO cuidado com os quatis: vimos uma família ser realmente atacada por um deles (o bichinho saiu do meio do mato, do nada, se agarrou no pacote de salgadinhos da moça, arrebentou e espalhou tudo pelo chão).



Circuito Inferior: primeiro mirante; Salto Alvar Nunez; mirante do Salto Bossetti

e o lanchinho no Salto Dos Hermanos xD


Depois, voltamos ao ponto inicial da trilha (que também conta com sanitários e uma lanchonete) para fazer o Circuito Superior (1700 metros), que passa pelas mesmas quedas d’água, porém, fornecendo uma visão diferente, por cima das cataratas.


Circuito Superior


Levamos 3 horas para fazer as duas trilhas, com pequenas pausas para tirar fotos e beber água (fazia MUITO CALOR e o sol estava de rachar).


Depois, voltamos à Estação Cataratas e pegamos o trem para a Garganta do Diabo. Da Estação Garganta do Diabo até a queda d’água são mais 1100 metros (portanto 2,2 km de ida e volta), mas que valem cada passo: a grandeza e a força das águas que caem na Garganta do Diabo são um espetáculo arrepiante!

A famosa Garganta do Diabo!

Conclusão ao final do dia: os brasileiros que me desculpem, mas dou o braço a torcer e admito que o lado argentino das Cataratas é sim mais bonito que o lado brasileiro. Além disso, a experiência é mais completa: você faz trilhas, avista paisagens lindas, chega próximo de várias cachoeiras, anda por cima dos cursos d’água e ainda tem a visão de perto da Garganta do Diabo. Não tem como competir! Hoje, depois de duas idas pra Foz e de conhecer o os dois parques (o brasileiro em 2 visitas e o argentino em 1), eu digo sem medo: se você tiver tempo para apenas um deles, visite o lado argentino!


O parque brasileiro tem a vantagem de estar mais próximo, não exigir passagem pela imigração, ser mais organizado e contar com melhor estrutura (inclusive pra comprar de lembrancinhas, que achei bem fracas no parque argentino), mas o vizinho ganha no quesito beleza!


Almoçamos um menu executivo (420 pesos) de prato principal (massa ou milanesa com acompanhamento) + bebida (água ou refrigerante) + sobremesa (sorvete) no restaurante A Piacere, em Puerto Iguazú. Antes de retornar pra Foz, passamos na feirinha que fica ao final da Avenida Brasil (bem simples, mas com boa variedade de alfajores, azeitonas e venda de potões de azeite e doce de leite).


Nosso almoço executivo e a feirinha de Puerto Iguazu.


Ainda na Ruta Nacional 12, fomos parados e nos cobraram uma "Tasa Eco Turística Municipal" de 50 pesos argentinos por pessoa (ou R$5,00) Só não achamos mais estranho porque, de fato, existem placas na rodovia sinalizando que a região está sujeita a essa cobrança.


Para finalizar o dia, jantamos no Falls Food Park, que reúne variados tipos de comida, em tamanho razoável, a preço justo (e tem espaço kids). Paguei R$27 por uma salada mexicana enorme (só aguentei metade) e um Ice Tea.

Falls Food Park


Dia 3: Itaipu + Mesquita Omar Ibn Al-Khattab

Compramos antecipadamente pelo site Itaipu Turismo o “Circuito Especial” pela usina, com duração de 2h30min, no valor de R$126 (com meia entrada para idoso; estacionamento: R$20 sem limite de tempo – preços de outubro/2019).


No dia reservado, passamos na bilheteria para fazer cadastro (por questões de segurança, já que parte da visita ocorre no interior da usina), receber crachás e orientações. Como estávamos de carro, deixamos bolsas no veículo, ficando apenas com celulares e câmeras - assim não tivemos que pagar pelo guarda-volumes. Na bilheteira, também pagamos o estacionamento (R$20, sem limite de tempo).


O tour abrange um passeio panorâmico por Itaipu (parando em dois mirantes para fotos e passando por cima da barragem) e uma outra parte, pelo interior da usina. Você visita (por fora, claro) a sala que monitora as condições da hidrelétrica (nível da água, funcionamento das turbinas, produção de energia etc) e a sala de operações, chega pertinho de um dos geradores de energia e fica ao lado de turbinas (podendo até tocar para sentir a vibração da água passando por elas).

Na viagem anterior (em 2014) não havíamos conseguido vaga para esse passeio e fizemos apenas a Visita Panorâmica. Desse vez, corri para comprar o ingresso do Circuito Especial e garantir nossas vagas. Valeu muito a pena: além da oportunidade de estar dentro da segunda maior usina hidrelétrica do mundo (mas a primeira em geração de energia), um guia te acompanha durante todo o percurso, fornecendo as mais variadas informações e tirando dúvidas!

Para aqueles que só puderem ou quiserem fazer a Visita Panorâmica (que percorre áreas externas da usina em um ônibus), é possível comprar o Passaporte 3 Maravilhas que inclui entradas nas Cataratas do Iguaçu e no Marco das 3 Fronteiras e a Visita Panorâmica em Itaipu. Além disse, o passaporte oferece 50% de desconto no estacionamento dos atrativos, 10% de desconto nos restaurantes, serviços de fotografia e lojas de souvenirs nas atrações e entrada gratuita no Ecomuseu de Itaipu.


Para o mesmo lado da Itaipu Binacional, fica o templo budista de Foz do Iguaçu. Visitei na viagem anterior à cidade e, além da beleza das esculturas, o lugar estava vazio e tranquilo. É um passeio bacana que pode ser facilmente conciliado com a vista à usina!

O circuito Especial terminou pontualmente ao meio-dia. Assim, fomos almoçar no Castelo Libanês, um restaurante que serve pratos a la carte durante a semana e buffet livre aos sábados (jantar) e domingos (almoço). A comida estava deliciosa e achei os preços bem justos, considerando o conforto do lugar, a qualidade do atendimento e o tamanho das porções.


Como ainda faltava 01h30min para o horário agendado para visitar a Mesquita, tentamos fazer câmbio pelas redondezas (pois no dia seguinte partiríamos para San Ignácio, na Argentina), mas não conseguimos: a casa de câmbio mais próxima (indicada pelo Google) não existia e a cotação da outra casa de câmbio (dentro do supermercado Big) não estava muito boa (R$1 = 11,50 pesos argentinos).

A cotação na casa de câmbio perto do hotel também estava em pouco mais de 11 pesos.

Porém, demos uma choradinha, falamos que queríamos trocar uma quantidade um pouco

maior, que já havíamos feito câmbio no dia anterior e o funcionário topou repetir a

cotação R$1 = 12,50 pesos argentinos. Porém, se for viajar por mais tempo pela Argentina, considere trocar pesos já no país vizinho (em Posadas, a cotação no FINAL DE SEMANA estava

R$1 = 14,80 pesos argentinos).

Assim, voltamos para a mesquita e matamos o tempo que faltava na Albayan, uma confeitaria árabe que serve os mais variados tipos de doce, por peso e fica praticamente em frente à mesquita. Provamos bolo de semolina, folhado de amêndoas e de amendoim e amanteigado de tâmaras, mas havia outra dezena de tipos.


A visita à Mesquita Omar Ibn Al-Khattab é gratuita e recomenda-se agendar com antecedência pelos telefones (45) 3573-1126 ou (45) 3025-1123 (tentei contato pelo Facebook Messenger, mas não obtive retorno). Homens devem ir de calça ou bermuda abaixo do joelho; mulheres devem ir de calça ou saia/vestido comprido - mas o local fornece vestimenta adequada (caso necessário), assim como véus para todas as mulheres.

Mesquita Omar Ibn Al-Khattab

Como estávamos com receio de algum atraso no passeio de Itaipu e de demora no almoço no Castelo Libanês, marquei nossa visita (com uns 15 dias de antecedência) para as 15h30min (a mesquita funciona de segunda a sexta das 09h às 11h e das 14h às 17h e aos sábados, das 09h às 11h30; aos domingos, é fechada).


Enquanto esperávamos nossa vez, vimos várias pessoas chegarem sem agendamento e a recomendação da portaria era sempre ligar nos números de telefone acima e verificar se tinha vaga (pelo que percebemos, todos conseguiram). Eu avisei que queria antecipar minha visita, mas só falaram para eu aguardar ou conversar nesses telefones. Como não consegui (várias pessoas estavam tentando ligar ao mesmo tempo), resolvemos simplesmente esperar nosso horário.


A visita acontece em um espaço delimitado (mas permite visualizar todo o interior térreo da mesquita) e fornece explicações sobre a origem do Islamismo e o significado da peregrinação a Meca. Ao final, a guia nos ofereceu gratuitamente um livro sobre o Islã. Demos sorte de a visita terminar no horário de uma das orações diárias dos muçulmanos. Assim, pudemos ouvir o (belíssimo) chamamento para a oração e acompanhar alguns fiéis que estavam no local para orar.

Interior da mesquita - parte térrea.

Foi uma visita rápida, mas muito interessante e rica culturalmente que, somadas ao almoço no Castelo Libanês e a passada pela doceria árabe, nos proporcionaram uma “tarde árabe” muito bacana.


Com isso, encerramos nossa proveitosa estadia em Foz do Iguaçu.


Ficou com algum dúvida? Quer deixar seu relato? Escreva nos comentários.


Nos próximos posts, vou falar de nossa passagem pelas ruínas de missões jesuítas em San Ignácio, na Argentina, e Encarnación, no Paraguai.

0 visualização
  • Black Instagram Icon

Formigas Viajantes - 2019

Viagem - Turismo - Dicas

  • Black Instagram Icon